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VII Acampamento Terra Livre dos Povos Indígenas Acontece em Salvador com Foco em Clima e Território

Encontro promovido pelo Mupoiba reúne mais de 1.800 indígenas na área verde da Assembleia Legislativa até a próxima sexta-feira (6)

Foto: Italo Pacheco

Desde a última segunda-feira (2), a área verde da Assembleia Legislativa, em Salvador, é palco do VII Acampamento Terra Livre (ATL) dos Povos Indígenas. Com o tema “Clima e Território: duas lutas, um direito”, o evento, promovido pelo Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia (Mupoiba), reúne mais de 1.800 indígenas e segue com programação intensa até a próxima sexta-feira (6).

O acampamento se consolida como um importante espaço de articulação política e diálogo, onde lideranças indígenas participam de debates com representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Na pauta, estão temas cruciais como a demarcação de territórios, o acesso a políticas públicas, a segurança das comunidades e o enfrentamento das mudanças climáticas.

Presente no evento nesta terça-feira (4), Nivaldo Millet, da Coordenação de Políticas para a Juventude, vinculada à Secretaria de Relações Institucionais (Serin), destacou a importância do acampamento para a construção de políticas mais eficazes. Ele ressaltou que as ações governamentais precisam considerar a pluralidade da juventude indígena. “Nós estamos falando de uma juventude diversa. São vários os contextos, então aqui a gente entende a necessidade da efetividade do termo de universalidade”, afirmou Millet, defendendo que o reconhecimento dessa diversidade é o ponto de partida para a inclusão.

Nivaldo Millet reforçou ainda que o diálogo no acampamento é fundamental para garantir que as políticas públicas sejam desenvolvidas com a participação ativa das comunidades. Para ele, o objetivo é que as ações nas áreas de igualdade racial, inclusão socioprodutiva e cultura “possam chegar nos territórios indígenas, possam chegar na ponta e mais do que isso, possam ser construídas a partir de um olhar de quem vive, de quem conhece as dores, as delícias de ser jovem indígena na Bahia”.

Além dos debates, o encontro conta com atendimento direto à população indígena através de serviços públicos e uma feira de artesanato com expositores de diversos povos da Bahia, fortalecendo a cultura e a autonomia econômica das comunidades.

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