Ministro do Transporte informou que Governo Federal assumirá a partir de maio

A Via Bahia informou ao mercado financeiro e aos acionistas que seguirá administrando as rodovias BR-116, BR-324, BA-526 e BA-528 mesmo após o término do prazo contratual com o Governo Federal, em 31 de março. A empresa alega que a ausência de previsão orçamentária justifica a continuidade da operação.
A concessionária divulgou uma nota na quinta-feira (20), no mesmo dia em que o Congresso Nacional aprovou o Orçamento Geral da União de 2025. No mês passado, foi firmado um acordo para a saída da Via Bahia da concessão, condicionado ao pagamento de uma indenização de R$ 892 milhões pela União.
A companhia afirmou que formalizará o termo aditivo necessário para a transição da gestão em uma data futura, destacando que, apesar dos esforços, não foi possível concluir o aditivo dentro do prazo inicialmente previsto.
A Via Bahia ressaltou que a prorrogação se deve à necessidade de mais tempo por parte das autoridades para finalizar os trâmites relacionados ao aditivo contratual. A concessionária deve deixar definitivamente a administração das BR-116, BR-324, BA-526 e BA-528 a partir do dia 15 de maio, quando o governo federal assumirá as rodovias.
A informação foi anunciada pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, por meio de publicação na rede social X, antigo Twitter.
Boa notícia para os baianos! No dia 15 de maio, o governo federal assume o trecho concedido das BRs 116/324 e BA-526/528. Essas rodovias que já causaram muita tristeza ao povo da Bahia voltarão a receber investimentos por meio do DNIT, que já vai entrar fazendo obras no…
— Renan Filho (@RenanFilho_) March 21, 2025
“Essas rodovias que já causaram muita tristeza ao povo da Bahia voltarão a receber investimentos por meio do DNIT, que já vai entrar fazendo obras no pavimento, e terá um novo projeto para transformá-la definitivamente que irá a leilão ainda este ano”, disse o ministro.
Quando assume a concessão, o governo pode continuar cobrando pedágio para custear a manutenção da rodovia, investimentos e melhorias. Isso já acontece em alguns estados do Brasil, onde rodovias são administradas por empresas públicas e continuam tendo pedágio, como em São Paulo com a Arteris e a EcoRodovias.
O governo pode optar por administrar a rodovia com recursos públicos, sem depender da arrecadação direta do usuário e eliminar o pedágio, mas isso raramente ocorre, até porque deve haver uma nova licitação da concessão.
As informações são do Bahia Econômica e Folha do Estado da Bahia



