
A banda de metal alternativo Vertigem Megitrev oficializou, em novembro, o lançamento de seu primeiro EP, “Demônios”, já disponível em mais de 100 plataformas digitais. O novo trabalho marcou uma nova fase na trajetória do grupo baiano, que celebrou a estreia com um show gratuito no dia 30, no Discodelia Pub & Records, no Rio Vermelho, em Salvador. A apresentação contou com transmissão ao vivo no YouTube e acessibilidade em Libras. Assista:
O EP foi lançado no dia 21 de novembro, com distribuição pela Brechó Discos e Nikita Music Digital. A produção foi viabilizada pelo Laboratório Underground, iniciativa do Coletivo Sem Freio contemplada pelo Edital de Fomento a Grupos e Coletivos da Secretaria de Cultura da Bahia, por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). O projeto tinha como foco fortalecer a cena underground soteropolitana e ampliar a circulação de bandas independentes.
Fundada em 2012 como uma banda feminina de rock, a Vertigem Megitrev passou por diversas formações até consolidar sua identidade atual, marcada pela diversidade e pela representatividade. O grupo reunia Verena Araújo, fundadora e letrista, Davi Cajuí no vocal, Júnior Jun na guitarra e na produção, Milena Olicarsa na bateria, Maria Amanda no baixo e Valter Musael na guitarra. A presença de mulheres e de artistas com deficiência, como o guitarrista Júnior Jun, que é totalmente cego, destacou a banda dentro da cena metal local.
Com influências que vão do heavy ao industrial, passando por death e thrash metal, o EP “Demônios” apresentou cinco faixas autorais que exploraram temas sombrios, sociais e existenciais com peso e técnica. A faixa-título fez uma analogia entre o caos interno e a apatia cotidiana, enquanto “Comoção Interna” abordou desigualdades sociais e a dureza da vida nas periferias. Já “Ludus” e “La Beast” mergulharam em narrativas de violência extrema, inspiradas em filmes de horror e na mente de um serial killer. “Asas da Morte” fechou o conjunto com uma metáfora sobre sobrevivência e resistência.
A identidade visual do EP reforçou o clima do projeto. A capa, assinada por Emerson da Silva Maia, trouxe um personagem encapuzado segurando uma faca ensanguentada, ladeado por Valquírias da mitologia nórdica, figuras que escolhiam guerreiros mortos em combate para levá-los a Valhalla. O conceito dialogou com a temática das faixas e refletiu a batalha cotidiana enfrentada pelo cenário underground da capital baiana.
O show de lançamento foi realizado pelo Coletivo Sem Freio, responsável também pela produção do EP e por ações de incentivo a artistas independentes na Bahia. O projeto contou com apoio financeiro da PNAB, via Secretaria de Cultura do Estado e Ministério da Cultura.


