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Três mulheres são vítimas de feminicídio em um intervalo de cinco dias na Bahia

Jaqueline Viana Moura, de 43 anos, foi encontrada morta com sinais de estrangulamento na Rua da Resistência, no Bairro da Paz, em Salvador, nesta quarta-feira (16). A manicure foi a terceira vítima de feminicídio na Bahia em cinco dias.

Foto: Reprodução

O namorado de Jaqueline, que ainda não teve a identidade reveleada, é o principal suspeito. Ele foi espancado pela população, socorrido para uma unidade hospitalar, mas não resistiu e morreu.

Na segunda-feira (14), Catarine de Souza Cerqueira, 27, foi morta a facadas na Rua Barbacena, em São João do Cabrito, no Subúrbio de Salvador. A vítima foi assassinada na frente dos filhos de 3 e 7 anos. O suspeito é o ex-companheiro dela, identificado como Paulo Sérgio Santos Cerqueira, preso nesta quarta-feira (16).

Catarine chegou a ser socorrida ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas morreu por conta da gravidade dos ferimentos. O suspeito fugiu depois do crime. Ele teria agido por não aceitar o fim da relação. Segundo a TV Bahia, eles estavam separados e iriam assinar os papéis do divórcio no dia do crime.

No sábado (12), Maura Santos de Jesus, 45, foi morta a tiros em Conceição do Jacuípe, no centro norte da Bahia. O suspeito de efetuar os disparos tirou a própria vida após cometer o crime.

De acordo com a Polícia Civil, os corpos foram encontrados ao lado de uma residência, com indícios de feminicídio seguido de suicídio. Segundo informações da TV Bahia, a mulher foi assassinada na frente do filho de 11 anos. O homem foi identificado como Mário Pereira de Brito, 54 anos.

​​Em 2024, a Bahia registrou 46 casos de feminicídio, conforme dados da Rede de Observatórios da Segurança, que monitora a violência de gênero em nove estados brasileiros. Além disso, o estado contabilizou 9.090 denúncias de violência contra a mulher por meio da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, representando um aumento de 11,6% em relação a 2023, quando foram registradas 8.143 denúncias.

Esses números evidenciam a persistência da violência de gênero na Bahia e ressaltam a importância de políticas públicas eficazes para o enfrentamento desse problema.

Com informações do Jornal Correio

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