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Tarifa zero em Salvador é uma possibilidade? Entenda o cenário

Em meio a crise no transporte público, nove capitais já estudam não cobrar pelo acesso aos ônibus

Atualmente fixado em R$ 4,90, o preço da passagem de ônibus em Salvador se tornou motivo de tensão para a população por estar em processo de revisão tarifária.

Com a possibilidade de ficar mais caro, o valor pago para acessar o transporte público estimula o debate para uma alternativa: a Tarifa Zero, que já é é discutida em capitais como São Paulo, Belo Horizonte, Teresina, Fortaleza, Palmas, Curitiba, Florianópolis, Campo Grande e Cuiabá.

Em Salvador, o contrato da concessão do Sistema de Transporte Coletivo de Salvador (STCO) e da criação da Integra – que teve início em janeiro de 2015 – prevê o reajuste da tarifa anualmente, por meio de variação indicada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Antes do primeiro reajuste, em 2014, a tarifa era de R$ 2,80. A última mudança aumentou o valor pago pelos usuários de R$ 4,40 para R$ 4,90.

A Tarifa Zero está ganhando espaço nas Câmaras Legislativas e no Executivo das capitais de São Paulo e Minas Gerais, mas para o secretário de Mobilidade de Salvador, Fabrizzio Müller, o debate, apesar de necessário, ainda é “embrionário” e “utópico”.

“Eu diria que essa discussão é hoje do Brasil todo. Pequenas e médias cidades já implantaram. São cidades realmente pequenas e que não se comparam com uma capital como Salvador. Existem estudos mais avançados em São Paulo, em Belo Horizonte, justamente discutindo a questão da Tarifa Zero. No primeiro momento, parece algo utópico. O custo do transporte é muito alto e os orçamentos municipais hoje não comportariam ter esse custo. É uma discussão ainda muito embrionária”, disse para o Portal A Tarde.

Fabrizzio afirmou que o município sozinho não tem capacidade de suportar o custo do transporte público, que em Salvador tem o custo anual de aproximadamente R$ 1 bilhão, no modelo atual onde a tarifa remunera 100% do sistema. Apesar disso, afirmou que uma mudança, com um subsídio municipal parcial, não é descartada.

“Mesmo uma cidade como São Paulo, que tem orçamento de quase R$ 100 bilhões, não suporta o tamanho do valor do seu subsídio. Antes da pandemia, poucas cidades subsidiavam o seu transporte. Hoje, muitas cidades estão subsidiando. Salvador, até então, não entrou com subsídio para o transporte público. É um cenário que não é descartado. A gente está agora no processo de revisão tarifária para avaliar o valor dessa tarifa técnica e se há necessidade e como ter algum tipo de subsídio”, explicou.

Na avaliação do secretário, uma discussão sobre Tarifa Zero só deve avançar se colocada a nível nacional, com a União e o Estado da Bahia garantindo recursos.

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