...
Pular para o conteúdo principal

Portal UMBU

SUS passa a oferecer novo teste para rastreamento do câncer colorretal

Imagem: Câmara Municipal de Afonso Claudio/Reprodução

O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a incluir, nesta segunda-feira (10), o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) na relação de procedimentos disponíveis na rede pública. O exame será utilizado no rastreamento do câncer colorretal em homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos, com periodicidade bienal.

A inclusão foi formalizada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União. Segundo o Ministério da Saúde, o teste não deve ser utilizado para investigar pessoas que apresentam sintomas ou já têm suspeita clínica de câncer. Nesses casos, é necessária avaliação médica e a realização de exames diagnósticos específicos.

O novo protocolo foi anunciado pelo Ministério da Saúde em maio deste ano e tem como objetivo ampliar o acesso à prevenção e à detecção precoce da doença. A estimativa da pasta é que a estratégia possa alcançar mais de 40 milhões de brasileiros.

O FIT é um exame de fezes capaz de identificar pequenas quantidades de sangue oculto, que não podem ser percebidas a olho nu. A presença desse sangue pode estar associada a pólipos, lesões pré-cancerígenas ou ao próprio câncer no intestino.

Diferentemente de métodos mais antigos de pesquisa de sangue oculto nas fezes, o teste utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano, aumentando a precisão da análise.

A coleta pode ser feita em casa, utilizando um kit fornecido ao paciente. O material é posteriormente encaminhado para análise laboratorial. Se o resultado indicar a presença de sangue oculto, o paciente deverá ser encaminhado para investigação complementar.

Entre as vantagens do FIT estão a ausência de necessidade de preparo intestinal ou dieta restritiva, a possibilidade de coleta com apenas uma amostra e o caráter menos invasivo do procedimento. Essas características também podem contribuir para aumentar a adesão da população ao rastreamento.

Apesar da inclusão do FIT, a colonoscopia continua sendo o principal exame para avaliação do intestino. O procedimento permite visualizar diretamente o cólon e o reto e retirar pólipos durante o exame, evitando que algumas lesões evoluam para câncer.

O FIT, portanto, funciona como uma estratégia de rastreamento para pessoas sem sintomas. Um resultado positivo não significa necessariamente que o paciente tenha câncer, mas indica a necessidade de exames complementares para esclarecer a origem do sangramento.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o câncer colorretal é atualmente o segundo tipo de câncer mais frequente no Brasil, quando são excluídos os tumores de pele não melanoma. Para cada ano do triênio 2026-2028, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 53,8 mil novos casos da doença no país.

A adoção do FIT pelo SUS faz parte das novas diretrizes nacionais para o rastreamento do câncer de cólon e reto. A recomendação técnica da Conitec aponta o teste imunoquímico fecal como uma das estratégias para ampliar a detecção de alterações em fases iniciais.

Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado

POSTS RELACIONADOS