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SUS inicia transição para insulina de ação prolongada em projeto‐piloto

Foto: Rafael Nascimento/MS

O Sistema Único de Saúde (SUS) começou a transição do uso da insulina humana (NPH) para a insulina análoga de ação prolongada, a glargina, em um projeto‐piloto que marca um avanço no tratamento de diabetes no Brasil. A mudança foi anunciada pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (6).

O programa foi lançado inicialmente em quatro unidades da federação, sendo elas Amapá, Paraná, Paraíba e Distrito Federal, e contempla crianças e adolescentes de até 17 anos com diabetes tipo 1 e idosos com 80 anos ou mais diagnosticados com diabetes tipo 1 ou 2. Nesta primeira fase, a expectativa é que mais de 50 mil pacientes sejam beneficiados.

Segundo a pasta, a insulina glargina representa um “avanço histórico” por ser um medicamento moderno de ação prolongada que “facilita a rotina dos pacientes”. A substância tem duração de até 24 horas e requer apenas uma aplicação diária, o que pode simplificar o tratamento.

A transição será feita gradualmente, com base na avaliação clínica de cada paciente, e inclui a qualificação de profissionais de saúde da atenção primária. Nos quatro estados onde o programa começou, a Secretaria de Saúde está promovendo treinamentos específicos para os profissionais que vão acompanhar os pacientes. Depois dos primeiros meses de acompanhamento, será elaborada uma proposta de ampliação do projeto para outros estados.

A expansão da oferta de insulina glargina no SUS é fruto de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), envolvendo o laboratório público Bio-Manguinhos/Fiocruz, a empresa brasileira de biotecnologia Biomm e a chinesa Gan & Lee. A iniciativa inclui a transferência de tecnologia para produção no Brasil e já resultou na entrega de milhões de unidades do medicamento ao SUS, com previsão de aumento da capacidade produtiva até o fim de 2026.

O ministério também destacou que ampliar o uso da insulina glargina está em linha com práticas internacionais e pode representar economia para os pacientes, já que, na rede privada, o tratamento com o medicamento pode custar até cerca de R$ 250 para dois meses.

Especialistas afirmam que a mudança pode melhorar o controle glicêmico de usuários do SUS e reduzir a carga de múltiplas aplicações diárias de insulina humana, fortalecendo a política pública de assistência integral a pessoas com diabetes no país.

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