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Surto de sarampo nas Américas aumenta alerta para vacinação no Brasil

Foto: Organização Pan-Americana da Saúde/OMS/Reprodução

O avanço do sarampo nas Américas acendeu o alerta das autoridades de saúde para o risco de reintrodução e transmissão sustentada da doença no Brasil. Segundo levantamento publicado pela Veja, a região já contabiliza mais de 50 mil casos de sarampo em 2026, mais que o triplo do registrado no ano passado, em um cenário considerado um dos maiores surtos das últimas duas décadas. No Brasil, já são pelo menos 24 casos identificados neste ano, segundo a publicação. Com informações da revista Veja.

A maior concentração de casos nas Américas está em países como Guatemala, México, Estados Unidos e Peru. O aumento da circulação internacional de pessoas também preocupa as autoridades, especialmente diante da realização da Copa do Mundo de 2026, que ampliou o fluxo de viajantes entre países do continente.

São Paulo concentra casos no Brasil

No país, a situação mais preocupante está no estado de São Paulo. A Secretaria Estadual da Saúde informou 23 casos confirmados até meados de agosto, sendo 20 na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Dois casos foram classificados como importados, enquanto os demais estão relacionados à importação do vírus.

Diante da circulação do vírus, o Ministério da Saúde ampliou a recomendação de vacinação nesses três municípios para pessoas de 6 meses a 59 anos, independentemente de histórico anterior de vacinação. A medida faz parte da estratégia adotada durante a Campanha de Multivacinação, realizada entre 3 de agosto e 1º de setembro.

Desde o início da campanha, aproximadamente 660 mil doses da tríplice viral foram aplicadas em São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. A pasta informou ainda ter distribuído mais de 10 milhões de doses de vacinas em todo o país em 2026.

Apesar dos casos registrados neste ano, o Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do sarampo, reconquistado em 2024. A certificação havia sido perdida em 2019, depois de o país registrar transmissão contínua do vírus por mais de 12 meses.

De acordo com o Ministério da Saúde, o país confirmou 38 casos em 2025. A maior parte estava relacionada a viagens internacionais ou ocorreu entre pessoas sem vacinação ou com esquema vacinal incompleto. Em 2026, os registros também têm relação com a importação do vírus.

A situação, portanto, não significa que o Brasil tenha voltado a apresentar circulação endêmica da doença. No entanto, a presença de casos importados e de cadeias de transmissão local reforça a necessidade de manter altas coberturas vacinais para evitar que o vírus volte a circular de forma sustentada.

Vacinação é principal forma de prevenção

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida principalmente por meio de partículas respiratórias eliminadas por pessoas infectadas. A vacinação é considerada a principal medida para evitar a doença e interromper cadeias de transmissão.

A vacina está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em situações de circulação do vírus, o Ministério da Saúde também recomenda a chamada dose zero para crianças de 6 a 11 meses. Essa aplicação, porém, não substitui as doses previstas no calendário regular de vacinação.

A recomendação das autoridades é que a população confira a caderneta de vacinação e procure uma unidade de saúde caso haja dúvidas sobre o esquema vacinal. A estratégia ganha importância diante do aumento dos casos no continente e do intenso fluxo internacional de pessoas.

Em Salvador, o alerta ocorre paralelamente ao Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação, marcado para este sábado (22), com mais de 100 pontos de vacinação espalhados pela cidade. A mobilização é voltada principalmente para a atualização da caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos.

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