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Servidores da ABIN presos pela PF espionavam adversários de Bolsonaro, jornalistas e ministros do STF

Grupo utilizava um sistema de geolocalização para monitorar localização e ligações telefônicas

Um grupo de servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) realizavam um monitoramento ilegal de adversários do ex-presidente Bolsonaro, jornalistas e ministros do STF. De acordo com a investigação, o grupo utilizava um sistema de geolocalização para monitorar localização e ligações telefônicas.

Segundo informações da CNN, foram espionados ainda advogados, juízes e policias. Dois servidores da Abin foram presos e cinco afastados durante uma operação da Polícia Federal (PF) realizada hoje (20).

Adversários do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e jornalistas estão entre os alvos do monitoramento ilegal realizado por servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Segundo a investigação, o grupo usava sistema de geolocalização para monitorar localização e ligações telefônicas.

O programa espião é o FirstMile. A ferramenta é israelense e foi usada de maneira irregular entre dezembro de 2018 a 2021. No entanto, mais utilizada durante o último, no período da pré-campanha eleitoral.

A utilização do programa espião foi revelado em março pelo jornal O Globo. O que resultou na abertura do inquérito na Diretoria de Inteligência da PF.

Em nota enviada à CNN, a Abin afirma “o contrato 567/2018, de caráter sigiloso, teve início em 26 de dezembro de 2018 e foi encerrado em 8 de maio de 2021.” O diretor da Abin nesse período era Alexandre Ramagem, hoje deputado do mesmo partido do ex-presidente Bolsonaro, o PL.

A Agência Brasileira de Inteligência é o órgão responsável por produzir conteúdos que são repassados ao presidente da República para auxiliar em tomadas de decisões. Alertas, ameaças e boletins são produzidos e enviados de forma direta.

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