
A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais da Bahia (Sepromi) iniciou, no Carnaval de Salvador 2026, uma série de ações voltadas ao cuidado, à valorização identitária e ao fortalecimento do empreendedorismo negro e indígena. Os atendimentos acontecem até 17 de fevereiro, na Casa da Igualdade Racial, no Pelourinho, e nas unidades do Projeto Cuidar de Quem Cuida, em Ondina e no Campo Grande.
Na Casa da Igualdade Racial, estão previstos cerca de 400 atendimentos gratuitos até o dia 16 de fevereiro, sempre das 13h às 19h. No local, empreendedoras negras e indígenas oferecem serviços como tranças afro, confecção de turbantes, maquiagem e customização de abadás e fantasias. A iniciativa prioriza moradores do Centro Histórico e áreas vizinhas, além de beneficiários do Edital Carnaval Ouro Negro, promovendo geração de renda, valorização cultural e fortalecimento da identidade negra em pleno circuito da folia.
As ações também integram o Projeto Cuidar de Quem Cuida, desenvolvido em parceria com as secretarias estaduais de Políticas para as Mulheres, de Assistência e Desenvolvimento Social e de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte. Entre os dias 14 e 17 de fevereiro, das 8h às 15h, as unidades de Ondina e das Voluntárias Sociais, no Campo Grande, oferecem gratuitamente serviços de maquiagem, tranças afro e atividades educativas de combate ao racismo, funcionando como espaços de acolhimento e cuidado integral para mulheres que atuam ou circulam na festa.
Para a secretária da Sepromi, Ângela Guimarães, garantir políticas públicas de cuidado durante o Carnaval é reconhecer o protagonismo histórico das populações negras e indígenas na construção da maior festa popular do país. Segundo ela, assegurar serviços gratuitos a esses grupos é fundamental, especialmente para quem trabalha intensamente durante o período e contribui para a grandeza e o reconhecimento do Carnaval de Salvador.
A programação inclui ainda a Feira de Empreendedores Negros e Negras, no Camarote Morabeza, no Circuito Batatinha, realizada em parceria com a Vale do Dendê. Até o dia 17 de fevereiro, das 13h às 21h, 15 empreendedores apresentam marcas autorais nos segmentos de moda, acessórios, bolsas e turbantes, ampliando a visibilidade da afroeconomia e criando oportunidades concretas de negócios durante a folia.
De acordo com a secretária, fortalecer o empreendedorismo negro e indígena é essencial para garantir que a geração de renda e a autonomia financeira circulem por meio de iniciativas lideradas por essas populações, contribuindo para uma economia mais justa, inclusiva e representativa.


