Vírus é extremamente contagioso, mas não é motivo de alarde, afirma a secretaria de Saúde

Quadros agudos de gastroenterite, caracterizados por sintomas como diarreia, vômito e febre alta são os principais sinais do norovírus. O vírus tem alto potencial de contágio e que está infectando boa parte da população soteropolitana desde o início do mês de maio e que é extremamente contagioso.
Na última sexta (17), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Salvador confirmou um aumento significativo no número de casos na cidade, no entanto descartou possibilidade de surto e disse que não há motivo para alarde.
Por resistir mais tempo fora do corpo humano do que outros microrganismos, o vírus tem se proliferado mais rápido e infectado as pessoas em um período de tempo menor. A contaminação pode se dar em aglomerações (com proximidades com pessoas doentes), compartilhando objetos como garfos e talheres, e também pela água e por alimentos contaminados.
Conforme a SMS, não há motivo de alarde e de pânico pois o vírus é conhecido por ser sazonal e sua circulação é mais comum durante os meses de abril e maio, coincidindo com o período de outono e inverno na região.
A secretaria de saúde explica, entretanto, que a prevenção é fundamental. Medidas simples, como a higienização frequente das mãos e o uso de máscaras, podem ajudar a reduzir o risco de infecção.
A infectologista da SMS, Adielma Nizarala informa que o norovírus apresenta sintomas característicos, como náuseas súbitas, seguidas por vômitos e diarreia intensa, que geralmente aparecem dentro de um período de 24 a 72 horas após a infecção. Além disso, alguns pacientes podem desenvolver febre, dores de cabeça, dores abdominais e dores musculares.
“Trata-se de episódios periódicos que ocorrem mais comumente neste período do ano devido às baixas temperaturas que favorecem a disseminação de vírus e bactérias causadores de infecções. No caso do norovírus, os principais sintomas são náuseas repentinas, seguidas de vômitos e diarreia forte, que costumam aparecer entre 24 e 72 horas após a infecção”, explica.
A especialista ressalta a importância de ficar atento aos sintomas e adotar medidas preventivas para conter a propagação da infecção.
Tratamento do Norovírus:
O tratamento do norovírus costuma ser clínico, sendo recomendado o repouso e a ingestão de líquidos para aliviar sintomas e evitar a desidratação, além de analgésico ou antitérmicos para reduzir febre e dores, quando necessário.
Em casos mais graves é recomendada a internação para receber soro e medicação na veia.
Surtos tem notificação compulsória:
Em nota, o Ministério da Saúde informou que a notificação de casos individuais de norovírus não está contemplada na lista nacional de doenças de notificação. Entretanto, surtos de doenças de transmissão hídrica e alimentar, de qualquer natureza, são de notificação compulsória – e nesse caso estão incluídos os surtos de norovírus.
Como prevenir o contágio?
As principais orientações de prevenção incluem cuidados básicos de higiene. Entre eles, estão:
Lavar as mãos com água e sabão ou solução antisséptica;
Beber água tratada acondicionada em embalagens lacradas ou de fonte segura;
Evitar adicionar gelo de procedência desconhecida às bebidas;
Avaliar se os alimentos foram bem cozidos, fritos ou assados;
Evitar frutas e verduras descascadas ou com a casca danificada;
Evitar o consumo de alimentos vendidos por ambulantes não credenciados;
Alimentos embalados devem conter no rótulo a identificação do produtor e data de validade com a embalagem íntegra;
Não se banhar ou frequentar a areia em praias consideradas impróprias para banho;
Não se banhar ou frequentar a areia de regiões próximas a saídas de rios e córregos;
Não consumir água do mar, com redobrada atenção com as crianças e idosos, os quais são mais sensíveis e menos imunes do que os adultos;
Usar equipamentos de proteção individual (EPI) ao manipular resíduos sólidos e higienizar banheiros públicos;
Seguir boas práticas de manipulação de alimentos.
UPAS:
As Unidades de Pronto Atendimento (UPA) da cidade registraram uma queda no número de atendimentos dos casos de norovírus nos últimos dois meses. Em abril, foram realizados 84.441 atendimentos, o que representa uma redução de 4% em relação a março, quando foram contabilizados 88.077 atendimentos.



