Em agosto, o índice ficou em -0,11% na RMS, o menor entre as 11 áreas pesquisadas e inferior ao nacional (0,19%)

Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgados ontem (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam um cenário de otimismo quando o assunto é a economia Região Metropolitana de Salvador (RMS). Segundo o instituto, em agosto, o índice ficou em -0,11% na RMS, o menor entre as 11 áreas pesquisadas e inferior ao nacional (0,19%).
Essa foi a primeira vez no ano que o IPCA-15 da RMS registrou deflação, que consiste na queda média de preços. Também tiveram quedas, as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro/RJ (-0,09%) e Curitiba/PR (-0,03%).
Dos nove grupos de produtos e serviços que formam o IPCA-15, três apresentaram quedas médias de preços, na prévia da inflação deste mês, dentre eles, o grupo de alimentação e bebidas (-1,37%), que registrou a maior queda mensal de preços na RMS em quase seis anos (desde setembro de 2018). O resultado projeta o grupo como o maior responsável pela deflação registrada.
De acordo com o IBGE, a deflação da alimentação se deu, principalmente, pela alimentação no domicílio (-1,87%), com os tubérculos, raízes e legumes (-14,60%), em especial, o tomate (-30,33%, item com a maior redução) e a cebola (-13,73%) sendo as maiores influências para a redução geral de preços na RMS. Os outros grupos que registraram quedas no IPCA-15 de agosto, na RM Salvador, foram vestuário (-0,62%) e saúde e cuidados pessoais (-0,13%), com maiores influências, respectivamente, das blusas femininas (-2,99%) e dos produtos farmacêuticos (remédios) (-0,68%).
Porém, a queda geral da prévia da inflação de agosto, na RMS, só não foi maior graças à influência de itens como os transportes (0,53%). O resultado foi influenciado, principalmente, pelo aumento de preço dos combustíveis (3,01%), em especial da gasolina (2,98%), item que exerceu a maior pressão inflacionária na região.
O grupo das despesas pessoais (0,58%) registrou a segunda maior alta e teve a segunda maior influência para puxar o IPCA-15 da RMS para cima em agosto, influenciado, principalmente, pelas altas no serviço bancário (1,06%) e na hospedagem (2,84%). Apesar de ter tido influência menor no índice da região, o grupo com o maior aumento médio de preços foi o de artigos de residência (0,75%), com os itens de mobiliário (1,90%), como o móvel para quarto (3,44%), sendo as principais influências.
Fonte: Tribuna da Bahia



