Dados revelam que maior parte da população soteropolitana é composta pelas mulheres que se autodeclaram pardas

Salvador é, incontestavelmente, a capital mais feminina do Brasil, segundo dados do Censo de 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esses números apresentam uma proporção de 54,4% de mulheres na capital baiana em relação à sua população total, o que a coloca como a segunda cidade mais feminina do país, perdendo apenas para Santos, em São Paulo.
As mulheres foram, inclusive, as responsáveis pelo crescimento populacional registrado pelo estado da Bahia entre 2010 e 2022: cresceram 2,3% no período, ante um decréscimo de 0,6% no número de homens no estado. Este fenômeno fez a Bahia subir três posições do ranking dos estados com maior proporção feminina, saltando do 12º lugar, em 2010, para o 9º lugar, em 2022.
Essa predominância feminina se reflete também na composição étnico-racial da cidade, onde os pardos são maioria, seguidos pelos pretos. De acordo com o IBGE, 49,07% da população de Salvador se considera parda, enquanto 34,14% se consideram pretos. Os brancos representam 16,49% da população, enquanto amarelos e indígenas somam 0,11% e 0,18%, respectivamente.
A população total de Salvador é de 2.418.005 pessoas. Dessas, 2.011.925 estão entre pretos e pardos, sendo a segunda maior cidade do estado com população total de 616.279 pessoas, Feira de Santana aparece no levantamento também tendo os partos como cor ou raça predominante.
Em dezembro do ano passado, o IBGE divulgou, na Casa do Olodum, informações sobre a população da Bahia por recorte de Cor ou Raça de acordo com o Censo Demográfico de 2022. Os dados sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento do Estado da Bahia (Seplan), trouxeram destaque à idade mediana da população.
A idade mediana divide a população em duas partes iguais e identifica a idade que separa a metade mais jovem da metade mais velha de uma determinada população. Isso quer dizer que, se o indicador aumenta, a população está envelhecendo.
Dessa forma, o aumento nesse indicador evidencia o envelhecimento da população de certa localidade. Em Salvador, metade dos soteropolitanos tinha até 38 anos em 2022, o que coloca a capital na 2ª colocação em idade mediana, atrás apenas de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, onde o índice é de 39 anos.
O envelhecimento da população é reforçado com a proporção de 98 pessoas idosas (a partir de 60 anos) para cada 100 crianças ou adolescentes de até 14 anos de idade. Com uma elevação de 53 pessoas idosas na proporção desde o último Censo, em 2010, a cidade teve o 5º maior aumento nesse índice de envelhecimento, entre as capitais.
Esses dados evidenciam a diversidade étnico-racial da população soteropolitana, com uma maioria parda que representa a maior parte da população em 3.245 dos 5.570 municípios do país, equivalente a 58% do total.