Prefeitura da capital encerrou sua participação no evento detalhando ações como o Carnaval Sustentável, enquanto a empresa de saneamento divulgou metas de uso de fontes renováveis alinhadas às discussões sobre o clima

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A agenda climática da Bahia ganhou destaque por duas frentes distintas durante a COP30, em Belém (PA). A prefeitura de Salvador encerrou sua participação oficial no evento na última sexta-feira (14), após apresentar em painéis as soluções da cidade para a sustentabilidade. Simultaneamente, a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) anunciou a aceleração de seu programa de transição energética, em sintonia com os temas discutidos na conferência.
Ações de sustentabilidade em destaque na conferência
Com a coordenação de dois painéis e presença em diversas mesas de discussão, a delegação de Salvador focou na apresentação de soluções para a descarbonização de grandes eventos, como o Carnaval.
No painel “Grandes Eventos e Ação Climática: cultura, resiliência e oportunidades”, foi lançada a Cartilha do Carnaval Sustentável, um guia com diretrizes para setores da festa, incluindo a gestão de resíduos e eficiência energética.
“A Cartilha do Carnaval Sustentável representa para nós muito mais do que um documento, ela é um chamado para que cada folião, bloco, camarote, catador de material ou prestador de serviço seja protagonista da cidade que queremos: alegre, vibrante, inclusiva e responsável. Ao apresentar esses resultados na COP30, mostramos que a maior festa do mundo é também uma plataforma de inovação climática, economia circular e justiça social”, afirmou Ivan Euler, titular da Secretaria Municipal de Sustentabilidade (Secis).
Euler informou que Salvador está entre as 11 cidades que mais reduziram as emissões de gases de efeito estufa no mundo e mencionou projetos como Roda, Recicla Capital e Novo Mané Dendê. A mobilidade urbana, que corresponde a quase 60% das emissões em Salvador, também foi abordada.
“É nesse contexto, portanto, que temos uma grande responsabilidade na oferta de respostas à agenda de enfrentamento e mitigação aos efeitos das mudanças climáticas”, comentou o secretário de Mobilidade (Semob), Pablo Souza.
Metas para uma matriz energética renovável
Em paralelo às discussões da COP30, a Embasa comunicou que a transição para fontes de energia limpa é uma realidade na empresa. A meta é que, até 1º de janeiro de 2026, 95% de sua energia consumida seja de origem renovável. A projeção se estende para 99,9% até maio de 2026.
O avanço se deve a ações como a contratação de 63 megawatts médios (MWm) de energia renovável certificada e uma licitação para 5 MWm de energia solar via geração distribuída.
“Essa contratação representa um grande avanço na estratégia de uso de energias renováveis pela Embasa, uma vez que mais 3 mil unidades da companhia serão abastecidas por fontes renováveis”, destacou o gerente de Energia Elétrica da empresa, Thiago Ferreira.
O presidente da Embasa, Gildeone Almeida, reforçou o plano da companhia. “A Embasa está comprometida com uma transição energética ambiental, social e economicamente viável. Nosso objetivo é garantir que o saneamento avance em harmonia com o desenvolvimento sustentável e com as metas globais de descarbonização”, concluiu.


