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Salário foi o principal responsável pela redução da desigualdade no Brasil, aponta Ipea

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Um estudo recente do Ipea mostrou que, nos últimos anos, a melhora da renda do trabalho e o aumento dos salários foram os fatores que mais contribuíram para a queda da desigualdade no Brasil. O Coeficiente de Gini, indicador que mede a concentração de renda, caiu para 50,4 pontos, o menor nível desde 1995.

Entre 2021 e 2024, o índice registrou queda de 3,9 pontos. Desse total, quase metade foi atribuída aos rendimentos do trabalho, enquanto outra parcela significativa veio de transferências assistenciais. No período mais recente, entre 2023 e 2024, cerca de metade da redução de 1,2 ponto no Gini também teve origem no mercado de trabalho, com menor contribuição dos programas sociais.

Os dados apontam que o fortalecimento do emprego formal e o aumento dos salários médios tiveram papel decisivo na redistribuição de renda. A renda domiciliar média per capita alcançou em 2024 o maior valor da série histórica, com crescimento expressivo no período analisado.

O estudo destaca ainda que a renda média real cresceu mais de 25% entre 2021 e 2024, marcando a maior alta em três anos consecutivos desde o início da série histórica. Esse avanço ocorreu em paralelo à redução da pobreza e ao aumento do poder de compra das famílias.

Embora programas assistenciais e benefícios previdenciários continuem desempenhando papel relevante, especialmente entre famílias de baixa renda, o Ipea aponta que sua influência recente na redução da desigualdade foi menor que a do mercado de trabalho.

Os resultados reforçam uma tendência observada desde 2021, quando o país passou a registrar melhora contínua nos indicadores sociais. A combinação entre aumento do salário real, formalização do emprego e políticas de transferência de renda contribuiu para o cenário mais favorável.

O levantamento também destaca que esse processo não foi linear nas últimas décadas, mas se intensificou nos três anos mais recentes, quando a economia apresentou crescimento real da renda e queda simultânea da desigualdade e da pobreza.

Embora a pesquisa não inclua dados de 2025, os analistas afirmam que os números consolidados até 2024 já apontam um dos períodos mais positivos da era pós-Plano Real em termos de distribuição de renda e inclusão social.

Com informações de Agência Gov

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