
A reunião de mediação entre rodoviários e empresários do transporte coletivo de Salvador terminou sem acordo nesta sexta-feira (15), aumentando a possibilidade de greve de ônibus na capital baiana. O encontro foi realizado na Superintendência Regional do Trabalho, em meio ao impasse da campanha salarial 2026 da categoria.
Após a reunião, o Sindicato dos Rodoviários informou que o estado de greve aprovado pela categoria permanece mantido. Segundo os trabalhadores, os representantes das empresas adotaram uma postura considerada “intransigente” durante as negociações.
De acordo com o sindicato, um dos representantes patronais teria afirmado que as empresas “não têm condição” de atender às reivindicações apresentadas pelos rodoviários neste ano. A declaração gerou reação da categoria, que acusa os empresários de tentar provocar uma paralisação geral ao insistirem em propostas que retirariam direitos previstos na convenção coletiva.
Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão reajuste salarial acima da inflação, aumento no ticket alimentação, revisão das cartas horárias, redução das jornadas consideradas excessivas, especialmente aos fins de semana, e implantação de jornada diária de 6 horas.
Apesar do clima de tensão, o sindicato afirma que segue aberto ao diálogo e defende uma solução negociada para evitar prejuízos à população. O estado de greve foi aprovado pela categoria em assembleias realizadas na quinta-feira (14), na sede do sindicato, em Brotas. A medida autoriza a comissão de negociação a definir uma paralisação caso as tratativas não avancem.
Legalmente, uma greve só pode ser iniciada após aviso prévio mínimo de 72 horas. Até o momento, os ônibus seguem circulando normalmente em Salvador.
Uma nova rodada de negociações entre trabalhadores e empresários foi marcada para a próxima terça-feira (19). A expectativa é de que o encontro seja decisivo para os rumos da campanha salarial e para evitar uma paralisação do sistema de transporte coletivo da capital baiana.



