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Retomada do Estaleiro Enseada movimenta economia do recôncavo com envio de barcaças

Unidade em Maragogipe gera cerca de 1.500 postos de trabalho entre diretos e indiretos; governador acompanhou operação nesta segunda

Foto: Wuiga Rubini

A indústria naval baiana deu mais um passo decisivo para sua consolidação nesta segunda-feira (26). O governador Jerônimo Rodrigues acompanhou, no distrito de São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe, o carregamento do primeiro lote de um total de 13 barcaças no Estaleiro Enseada. A operação simboliza o aquecimento do setor e o compromisso estadual com o desenvolvimento econômico da região.

O equipamento voltou a operar em 2025 e sua reativação já impacta diretamente o mercado de trabalho local. Cerca de 600 empregos diretos e até 900 indiretos foram gerados, beneficiando a população do Recôncavo Baiano.

“Felicidade muito grande participar desse retorno da enseada. A volta da geração de emprego. Nós vamos continuar atuando junto com o setor empresarial, com o presidente Lula e com o BNDES, para que o financiamento aconteça e a gente possa ver aqui mais empregos gerados, a indústria naval se destacando e a Bahia contribuindo com essa parte inovadora da indústria brasileira”, afirmou Jerônimo Rodrigues.

Capacidade produtiva

O Enseada figura entre os maiores estaleiros do país, com capacidade de processar mais de 100 mil toneladas de aço por ano. Além da construção naval, a unidade opera com exportação, importação e projetos voltados à energia renovável e hidrogênio verde. A produção atual das barcaças é uma demanda da LHG Mining, distribuída entre quatro estaleiros no Norte e Nordeste.

Segundo Darlan Carvalho, diretor da LHG, o momento é de celebração pelos investimentos realizados. “Hoje estamos aqui num dia especial, vendo realmente a construção e a entrega dessas barcaças que vão ser carregadas nos navios oceânicos. São R$80 e R$ 500 milhões de investimento e o retorno da geração de emprego é o que deixa a gente mais feliz”, acrescentou.

Para o secretário da Casa Civil, Afonso Florence, o ato reflete o esforço governamental. “É a Bahia com a retomada de atividade econômica, em particular nesse caso a indústria naval. Por isso, uma celebração”, ressaltou.

Impacto social

A retomada das atividades altera a realidade de quem vive no entorno do empreendimento. É o caso de Eliane Silva Lima, moradora da região e assistente de sustentabilidade da empresa.

“Eu sou da Enseada do Paraguaçu, moro aqui do ladinho, eu digo que a empresa fica no quintal da minha casa e muitos funcionários que estão aqui hoje estavam fora e essa retomada veio para agraciar e abençoar nossas vidas”, destacou a funcionária.

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