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Repórter do The Intercept que revelou o caso Mari Ferrer é condenada à prisão e multa de R$ 400 mil

Schirlei publicou no Intercept Brasil uma reportagem impactando, revelando a revitimização da influenciadora digital Mari Ferrer

A jornalista Schirlei Alves que revelou o caso Mari Ferrer foi condenada em um tribunal do estado de Santa Catarina a um ano de prisão em regime aberto e R$ 400 mil em indenizações.

Schirlei publicou no Intercept Brasil uma reportagem impactando, revelando a revitimização da influenciadora digital Mari Ferrer pelo advogado de defesa, promotor e juiz durante o julgamento do acusado de estupro.

Em junho de 2021, a Justiça de Santa Catarina decidiu manter a absolvição do empresário André Camargo de Aranha, acusado de estupro de vulnerável.

Segundo informações do The Intercept, após a absolvição do acusado, o cotidiano da jornalista foi transformada, tendo seu trabalho prejudicado. De lá para cá, a profissional foi forçada a trancar seus perfis em redes sociais por causa do assédio sexista incessante e sua segurança física foi colocada em risco.

“Meu único desejo era expor a verdade e foi isso que fiz. Apesar do enorme custo pessoal e profissional, eu faria isso de novo hoje. Agora, espero que o sofrimento de Mari Ferrer e o meu possa levar a mudanças para que mais mulheres não tenham que passar por aquilo a que fomos submetidas. Nós merecemos o melhor”, afirma Schirlei Alves.

A condenação da jornalista foi proferida pela juíza Andrea Cristina Rodrigues Studer. A magistrada foi a única juíza disposta a aceitar o caso apresentado por seus colegas na vara, depois que muitos outros se recusaram devido ao conflito aparente. O Intercept Brasil solicitou moções para transferir o caso para um fórum neutro foram negadas.

De acordo com Rafael Fagundes, advogado do Intercept Brasil, “a sentença ignorou a realidade dos fatos e a prova dos autos, resultando em uma decisão flagrantemente arbitrária e ilegal. Além disso, a sentença cometeu uma série de erros jurídicos primários, agravando artificialmente a condenação e contrariando toda a jurisprudência brasileira sobre o tema. Incapaz de esconder preocupações corporativistas, essa sentença pode servir como uma ameaça contra aqueles que ousam denunciar os abusos eventualmente cometidos pelo Poder Judiciário.”

Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress

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