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Receita Federal muda regra do MEI e soma faturamento do CPF e CNPJ no limite anual

Foto: Reprodução

A Receita Federal passou a adotar uma nova regra que altera, na prática, o cálculo do limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI). Com a Resolução CGSN nº 183/2025, que adapta Resolução CGSN nº 140/2018, a renda obtida pela pessoa física (CPF) será somada ao faturamento da empresa, pessoa jurídica (CNPJ), para verificar se o microempreendedor ultrapassou o teto anual de R$ 81 mil.

Na prática, isso significa que mesmo quem mantém o faturamento do CNPJ dentro do limite poderá ser desenquadrado do MEI caso receba valores adicionais por trabalhos feitos como pessoa física, como consultorias, freelas, comissões ou outras atividades paralelas.

Segundo a Receita Federal, o objetivo é evitar que microempreendedores utilizem canais distintos de faturamento para driblar o limite do regime simplificado. Com o cruzamento cada vez mais preciso de dados, incluindo notas fiscais eletrônicas e transações via Pix, o órgão afirma que terá mais eficiência para identificar inconsistências.

Especialistas alertam que a mudança pode elevar a carga tributária para quem ultrapassar o teto. Caso a soma entre CPF e CNPJ exceda o limite anual, o MEI será automaticamente migrado para outro regime, mais caro. Essa alteração pode gerar cobrança de impostos retroativos e multas.

A medida passa a valer já no ano-base 2025 e será refletida na Declaração Anual do Simples Nacional (DASN) a ser entregue em 2026. A Receita recomenda que os microempreendedores reforcem o controle de receitas e façam acompanhamento mensal para evitar surpresas.

A regra tem uma exceção importante: não se somam as rendas que não sejam da sua atividade econômica por conta própria, como salário, simples movimentação de valores em sua conta corrente, empréstimos e doações. Assim, salários recebidos via CLT não entram no cálculo e não afetam o enquadramento do MEI.

Contadores orientam que os empreendedores organizem contratos, separem notas fiscais emitidas como CPF ou CNPJ e busquem orientação profissional para planejamento tributário. O tema também impulsionou debates no Congresso, onde tramita um projeto que propõe elevar o limite anual do MEI para R$ 140 mil, medida vista como necessária diante do aumento do custo de vida e da expansão das atividades informais no país.

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Marcelle
Marcelle
2 meses atrás

Eu não concordo, não acho que o caminho seja taxar quem já não tem muito dinheiro

Manoel
Manoel
1 mês atrás

O que eu acho é que o meu já está encurralado sem a corda está no pescoço e esticada

Marcello da Vinha
Marcello da Vinha
1 mês atrás

O governo querendo acabar com a MEI, foi um tiro no pé das pessoas só para obrigar a pagar impostos, país onde governa para o governo é medíocre.

José cleber
José cleber
1 mês atrás

Porque não fazem isso com a classe politica

RUI ROMULO
RUI ROMULO
1 mês atrás

Esse valor de 81 mil já está defasado a muito tempo, de lá pra cá, só aumentou a taxa mensal, eu mesmo me desenquadrei em agosto agora de 2025, mesmo assim ultrapassei 13 mil e terei que pagar uma taxa estra em janeiro sobre o valor ultrapassado.

Paulo bergamini
Paulo bergamini
1 mês atrás

Governo quer que o povo pague pra ele o sexta gas ! Auxilios ! E que desitimos de ser mei! Querem arrancar tudo do povo!!!!!

Marcos
Marcos
1 mês atrás

Teria que ensentiva o crescimento dos mei que cobrasse uma DARF maior mas que fosse só aí a pessoa trabalha mas tranquilo
Um limite baixinho teria que almenta esse valor de 81 pra 150

Andre Carvalho
Andre Carvalho
1 mês atrás

A maioria do povo esta fudido com esses canalhas de políticos!

Nilva de Queiroz Castro
Nilva de Queiroz Castro
1 mês atrás

Que o PIX NÃO TEM TAXA todos sabemos, mas que a desculpa esfarrapada de sanar inconsistências estão VERDADEIRAMENTE TRIBUTANDO QUEM JÁ NÃO TEM EMPREGO NEM DINHEIRO MESMO.

Daniella
Daniella
1 mês atrás

Surreal isso. São duas pessoas totalmente distintas. Aprendemos isso na faculdade. Enquanto os grandes, sonegam na cara dura e só ficam mais bilionários

Daniella
Daniella
1 mês atrás

Existe já o número do decreto que fala sobre isso? Ou é apenas, especulações políticas ou tributaristas do governo, tentando tapar o buraco com o menos favorecido? Gosto já de ler e estudar a lei e/ou decreto.

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