
O público inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) foi responsável por 81,2% das vagas de emprego formal criadas no Brasil no primeiro bimestre de 2026. Os dados são resultado de um cruzamento entre informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
De acordo com o levantamento, o país registrou saldo positivo de 370.339 postos de trabalho com carteira assinada entre janeiro e fevereiro. Desse total, 300.728 vagas foram ocupadas por pessoas em situação de vulnerabilidade social cadastradas no CadÚnico.
Entre os beneficiários do Bolsa Família, o saldo foi de 207,9 mil empregos, o que representa 56,1% do total nacional e 69,1% das vagas preenchidas dentro do próprio Cadastro Único.
O perfil dos trabalhadores mostra predominância de mulheres, que responderam por 50,2% das contratações dentro do CadÚnico. Pessoas pardas representaram 57,9% das vagas, enquanto a maioria dos admitidos possui ensino médio completo, com 68,3% dos postos ocupados.
Os jovens de 18 a 24 anos lideraram a ocupação das vagas, concentrando mais de 40% das contratações entre o público do cadastro.
No recorte regional, cinco estados concentraram a maior parte das oportunidades: São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais. Juntos, eles responderam por mais de 70% do saldo total de empregos no período.
Já por setor, a área de serviços liderou a geração de vagas para esse público, com mais da metade dos postos, seguida por indústria, construção civil, comércio e agropecuária.
Segundo o ministro Wellington Dias, o cenário confirma uma tendência observada nos últimos anos, em que a população de baixa renda tem ocupado a maior parte das vagas formais geradas no país.



