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Projeto Okàn Dúdú promove rodas de conversa e oficinas sobre protagonismo de mulheres negras em terreiros de Salvador

Programação gratuita acontece nos dias 18 e 19 de julho em dois terreiros da capital baiana e integra o Circuito Mulheres Negras em Movimento 2026

Egbon Altamira Simões, Deré Oyagenan, Egbon Emily Vitória, Egbon Amana Simões, Lindiwe Onawale e Lorena Lacerda | Fotos: Divulgação

Os terreiros Ilê Axé Alarabede, no Engenho Velho da Federação, e Hunkpame Kare Lewi, em Cajazeiras, recebem nos dias 18 e 19 de julho a programação do Projeto Okàn Dúdú – Conectando Terreiros, iniciativa que promove rodas de conversa e oficinas voltadas ao protagonismo das mulheres negras no Candomblé. As atividades são gratuitas e integram o Circuito Mulheres Negras em Movimento 2026, realizado pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), no âmbito do programa Salvador Capital Afro.

A programação reúne lideranças religiosas, artistas e integrantes das comunidades de terreiro para debater temas como preservação das tradições afro-brasileiras, protagonismo feminino, economia criativa, saúde mental e o cuidado com as mulheres mais velhas das comunidades.

Idealizado pela jornalista Laísa Gabriela de Sousa, o Okàn Dúdú foi criado em 2022 com o objetivo de ampliar o reconhecimento das religiões de matriz africana por meio da comunicação. Desde então, o projeto realiza entrevistas, coberturas jornalísticas, rodas de conversa, oficinas e produção de conteúdo voltados à valorização das histórias, práticas e saberes dos povos de terreiro.

Nesta edição, as atividades dialogam com o tema “Do Corre à Plenitude”, que propõe uma reflexão sobre o direito das mulheres negras ao descanso, ao bem viver, à memória e à construção de novos horizontes para além da lógica da sobrevivência.

A programação começa na sexta-feira (18), no Ilê Axé Alarabede, com a roda de conversa “O papel das mulheres pretas como lideranças no Candomblé e sua importância para a comunidade”, realizada em parceria com o projeto Samba D’Ayó. O encontro contará com a participação de Altamira Simões e Amana Simões. Em seguida, a escritora Lorena Lacerda ministra uma oficina de poesia voltada à valorização das experiências das mulheres negras por meio da escrita.

No sábado (19), as atividades seguem no Hunkpame Kare Lewi com a roda de conversa “Como manter o legado ancestral vivo através das novas gerações?”, que reunirá Deré Oyagenan, Lindiwe Onawale e integrantes da comunidade para discutir a transmissão dos saberes tradicionais diante das transformações sociais. O encerramento será com uma oficina de toques sagrados ministrada pela Egbon Emily Vitória.

Segundo Laísa Gabriela, a participação do projeto no Circuito Mulheres Negras em Movimento amplia a visibilidade das iniciativas desenvolvidas pelas comunidades de terreiro.

“Manter projetos culturais em atividade e sem recurso financeiro é um grande desafio. Poder realizar essas ações com o Okàn Dúdú e o Samba D’Ayó, por meio do Circuito Mulheres Negras em Movimento, nos coloca em evidência e amplia os olhares sobre as construções feitas por mulheres negras, abordando temas que vão além do racismo”, afirma.

As inscrições para a programação podem ser realizadas gratuitamente por meio de formulário online.

Serviço

Projeto Okàn Dúdú – Conectando Terreiros

18 de julho (sexta-feira)

  • Local: Ilê Axé Alarabede – Engenho Velho da Federação
  • 9h30: Roda de conversa O papel das mulheres pretas como lideranças no Candomblé e sua importância para a comunidade
  • 11h: Oficina de poesia com Lorena Lacerda

19 de julho (sábado)

  • Local: Hunkpame Kare Lewi – Cajazeiras
  • 13h30: Roda de conversa Como manter o legado ancestral vivo através das novas gerações?
  • 15h: Oficina de Toques Sagrados com Egbon Emily Vitória

Entrada gratuita com inscrição disponível clicando aqui

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