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Projeto Juntaê promove formação sobre Samba Junino para professores da rede municipal de Salvador

Encontro acontece nesta terça-feira (18) e aborda educação patrimonial, relações étnico-raciais e práticas pedagógicas a partir da cultura local

Foto: Raul Spinassé/Folhapress

Professores e coordenadores pedagógicos da rede municipal de Salvador participam, nesta terça-feira (18), de uma formação sobre o uso do samba junino como ferramenta de educação patrimonial. Promovido pelo projeto Juntaê, o encontro acontece das 8h30 às 12h, no Auditório 1 da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (UFBA), na Federação.

A atividade marca uma nova etapa do projeto, que inicialmente levou às escolas um jogo educativo inspirado no samba junino. Agora, a proposta é apresentar aos educadores possibilidades de utilização do material em sala de aula para abordar temas como memória, identidade, território, patrimônio imaterial e relações étnico-raciais.

A formação ocorre em homenagem ao Dia Nacional do Patrimônio Histórico e Cultural, celebrado em 17 de agosto. A abertura terá uma apresentação do grupo mirim Meu Sambinha, formado por alunos do projeto Meu Tambor, mantido pelo grupo de samba junino Meu Samba, no Dique Pequeno, no Engenho Velho de Brotas. A iniciativa oferece aulas de samba junino para crianças e jovens da comunidade.

Samba junino como ferramenta pedagógica

A programação reúne representantes da Secretaria Municipal de Educação (SMED), da Gerência de Articulação Pedagógica (GEARP), da Coordenadoria de Educação para as Relações Étnico-Raciais e Diversidade (CERD), da Fundação Gregório de Mattos (FGM) e da Faculdade de Arquitetura da UFBA.

Um dos destaques será a conversa conduzida pelo professor Bira sobre práticas antirracistas relacionadas ao patrimônio cultural. Geógrafo, mestre em Educação de Jovens e Adultos pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e professor do Instituto Federal da Bahia (IFBA), ele atua na formação de professores com foco em relações étnico-raciais, diversidade, cultura e currículo.

Na sequência, a historiadora e pedagoga Magnair Barbosa, idealizadora do Juntaê, apresentará o samba junino sob a perspectiva do patrimônio imaterial e discutirá possibilidades didático-pedagógicas do material.

Para Magnair, a formação busca mostrar que o recurso pode ultrapassar a função de jogo e servir como ponto de partida para discussões sobre a cidade e as experiências dos estudantes.

“A proposta é que o professor perceba que o Juntaê pode ser muito mais do que um jogo. Ele é uma porta de entrada para conversar sobre a cidade, sobre o território, sobre as pessoas que constroem essa cultura e sobre a memória que existe por trás de cada elemento representado. A gente quer que esse conhecimento saia do jogo e ganhe vida na sala de aula, a partir das experiências e das perguntas dos próprios estudantes.”

O encontro será encerrado com um espaço aberto para perguntas e diálogo entre os participantes.

Jogo retrata território do Engenho Velho de Brotas

Criado por Magnair Barbosa, o Juntaê é um recurso lúdico-paradidático que apresenta o samba junino por meio da ilustração de um festival realizado na Praça dos Artistas, no Engenho Velho de Brotas. O quebra-cabeça tem 48 peças e reúne elementos característicos do território, entre eles a tradicional casa da família Bafafé, na Rua Manoel Faustino.

A representação foi construída com a participação das Mestras Jacira Bafafé e Lita Bafafé, referências do samba junino que também atuaram como consultoras do projeto.

Além do jogo físico, o Juntaê possui conteúdo digital acessível, com recursos em Libras e audiodescrição, vídeo animado e a música Presença Junina, do grupo Samba Leva Eu.

Na primeira etapa do projeto, 500 kits foram distribuídos gratuitamente em escolas, bibliotecas públicas e comunitárias, espaços de leitura e grupos de samba junino de Salvador.

Com a formação dos educadores, a iniciativa busca ampliar o uso do material e aproximar o patrimônio cultural das práticas pedagógicas, estimulando discussões sobre a cultura produzida nos próprios territórios da cidade.

O projeto é realizado pela Jequitibá Assessoria, em parceria com a SMED e a Faculdade de Arquitetura da UFBA, com recursos do Edital Samba Junino – Ano VIII, da Fundação Gregório de Mattos.

Serviço

O quê: Formação de professores da rede municipal de ensino de Salvador – Projeto Juntaê
Quando: 18 de agosto de 2026, das 8h30 às 12h
Onde: Auditório 1 da Faculdade de Arquitetura da UFBA, Rua Caetano Moura, 121, Federação, Salvador
Público-alvo: Professores da rede municipal de ensino de Salvador
Realização: Jequitibá Assessoria, em parceria com SMED e Faculdade de Arquitetura da UFBA
Recurso: Edital Samba Junino – Ano VIII, da Fundação Gregório de Mattos

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