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Produção industrial baiana tem maior queda do país entre abril e maio (-8,9%) e 2ª maior redução frente a maio/25 (-7,1%)

Índice nacional ficou em -0,2% na comparação mensal; refino de petróleo e papel e celulose puxaram retração na indústria de transformação

Foto: Divulgação

A produção industrial da Bahia registrou forte queda de 8,9% em maio frente a abril, na série com ajuste sazonal, interrompendo quatro meses consecutivos de crescimento e registrando o pior resultado entre os 15 locais pesquisados pelo IBGE. O índice ficou muito abaixo da média nacional (-0,2%).

Na comparação com maio de 2025, a indústria baiana também voltou a cair (-7,1%), após o crescimento de 0,9% registrado em abril frente ao mesmo mês do ano anterior. O resultado é o segundo pior entre os 18 locais com dados disponíveis, à frente apenas do Maranhão (-12,4%). No mesmo período, o país registrou alta de 0,2%, com destaque para Espírito Santo (10,8%), Rio de Janeiro (7,4%) e Goiás (3,9%).

A retração na Bahia foi puxada exclusivamente pela indústria de transformação (-7,6%), já que as indústrias extrativas seguiram em alta (2,7%). Das 10 atividades da transformação investigadas separadamente no estado, 7 tiveram queda no mês.

O segmento de refino de petróleo (-15,4%) teve a principal influência negativa por ser o de maior peso na estrutura industrial baiana, voltando a cair após a alta de abril. Papel e celulose (-19,3%) deu a segunda maior contribuição negativa. A queda mais intensa veio da preparação de couros e calçados (-22,3%), que registra retração há 16 meses consecutivos.

Do lado positivo, alimentos (9,0%) teve o maior aumento e deu a principal contribuição para conter a queda geral, crescendo pelo nono mês seguido. Borracha e material plástico (4,6%) e minerais não metálicos (4,1%) também avançaram no mês.

No acumulado do ano (janeiro a maio de 2026), a indústria baiana tem retração de 5,1%, terceiro pior índice do país, bem abaixo da média nacional (1,4%). Nos 12 meses encerrados em maio, a queda é de 2,1%, também inferior ao índice Brasil (0,4%).

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física (PIM-PF) Regional, divulgada pelo IBGE.

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