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Preso, Bolsonaro pode ler livros sobre democracia, raça e gênero para reduzir pena; Confira lista

Foto: Antonio Augusto/Câmara dos Deputados

O ex-presidente e demais condenados do chamado “núcleo crucial” da trama golpista têm a possibilidade de remir parte da pena por meio da leitura de livros aprovados pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (SEAPE-DF). Para cada obra lida e com resenha validada, é concedida uma redução de quatro dias de pena.

Para participar, o preso deve ler o livro em até 21 dias e entregar um relatório em até 10 dias após a leitura, que será analisado por uma comissão. Há um limite de até 11 livros por ano, ou seja, no máximo 44 dias de remição anual.

A lista de obras aprovadas combina clássicos da literatura mundial, livros de temática social, direitos humanos, democracia, e obras de autores brasileiros contemporâneos, com o objetivo de estimular reflexão crítica sobre cidadania, história, autoritarismo e diversidade.

Para que a leitura seja usada no abatimento parcial da pena, é preciso que a obra conste em uma lista homologada pela Justiça. O documento é elaborado pela Secretaria de Educação do DF. Segundo o governo, são proibidos livros que promovam qualquer tipo de violência ou discriminação.

Alguns dos títulos da lista oficial são:

  • “A autobiografia de Martin Luther King”, de Martin Luther King
  • “A cor do preconceito”, de Carmen Lúcia Campos e Sueli Carneiro
  • “A cor púrpura”, de Alice Walker
  • “Admirável mundo novo”, de Aldous Huxley
  • “A revolução dos bichos”, de George Orwell
  • “Becos da memória”, de Conceição Evaristo
  • “Canção para ninar menino grande”, de Conceição Evaristo
  • “Cartas de uma menina presa”, de Débora Diniz
  • “Futuro ancestral”, de Ailton Krenak
  • “Guerra e paz”, de Liev Tolstói
  • “Incidente em Antares”, de Érico Veríssimo
  • “Malala: A Menina Que Queria Ir para a Escola”, de Adriana Carranca
  • “Na minha pele”, de Lázaro Ramos
  • “Não verás país nenhum”, de Ignácio de Loyola Brandão
  • “O conto da aia”, de Margaret Atwood
  • “O perigo de uma história única”, de Chimamanda Ngozi Adichie
  • “O príncipe”, de Nicolau Maquiavel
  • “O sol é para todos”, de Harper Lee
  • “Pequeno manual antirracista”, de Djamilla Ribeiro
  • “Presos que menstruam”, de Nana Queiroz
  • “Tudo é rio”, de Carla Madeira
  • “Um defeito de cor”, de Ana Maria Gonçalves
  • “Zumbi dos Palmares”, de Luiz Galdino
  • “1984”, de George Orwell
  • “1968: o ano que não terminou”, de Zuenir Ventura

Com informações de G1

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