Premiação é realizado nesta quarta (29) no Teatro Sesc Casa do Comércio
A cerimônia do Prêmio Braskem de Teatro de 2023 será realizado nesta quarta-feira (29) no Teatro Sesc Casa do Comércio às 20h. Essa edição o prêmio vai celebrar o centenário de Nilda Spencer e homenagear Harildo Deda e Zé Celso, que faleceram recentemente.
Entre os espetáculos com maior número de indicações, está Maldita Seja, que concorre em quatro categorias: espetáculo adulto; revelação (para a atriz Veridiana Andrade); texto (Paulo Henrique Alcântara) e atriz (Viviane Laerte). Paulo Henrique Alcântara ressalta a importância de um premiação anual para o teatro baiano: “Acredito que um prêmio com tamanha longevidade – afinal são 29 anos – confere um selo de prestígio aos contemplados. As indicações e premiações são repercutidas não só entre a classe, como também entre o público. Isso se deve à persistência na manutenção do prêmio”.
Dois textos escritos e dirigidos por Paulo Henrique já renderam a ele prêmios Braskem: Lábios que Beijei levou, em 1999, os troféus de espetáculo e texto. Em 2011, novamente venceu o prêmio de texto por Partiste. “Acredito que o significado do Prêmio é mais que simbólico. Tem um rebatimento concreto ao repercutir um artista e sua criação. Promove, de certa forma, a carreira do profissional em questão”, afirma o autor de Maldita Seja.
Para o crítico e pesquisador de teatro Marcos Uzel, o Prêmio Braskem movimenta a vida cultural de Salvador: “Além disso, revela, promove e divulga artistas, além de possibilitar o congraçamento da classe teatral”. Uzel é também autor do livro A Noite do Teatro Baiano, lançado em 2010, que conta a história do Prêmio Braskem nos anos 90 e 2000.
Uzel diz que uma das cerimônias que mais o marcaram foi a de 1997, que homenageava a diretora e performer Denise Stoklos. “Também teve uma homenagem a Wilson Melo (1933-2010), que foi arrancado da plateia por um coletivo de artistas jovens. Lembro também de Virgínia Rodrigues cantando acompanhada pelo Coro do Bando de Teatro Olodum”, recorda Uzel.
Para o diretor da premiação deste ano, Andrezão Simões, a importância do prêmio não está só no simbólico:
“O que é ser premiado? Por um lado, reconhecimento, respeito, aplauso, carinho e visibilidade. Por outro, a chancela da sua obra para o público. Até quem nem gosta tanto assim do prêmio, cita que sua peça é premiada em sua divulgação. É uma vitrine. É mecanismo de indústria e não da arte em si”, disse o diretor do Prêmio Braskem 2023, Andrezão Simões à reportagem do Correio.
SERVIÇO
Cerimônia de entrega do Prêmio Braskem de Teatro
Data: quarta-feira (28), 20h
Local: Teatro Sesc Casa do Comércio
Ingresso: somente para convidados
Transmissão: TV Kirimurê (canal 10.3). No YouTube, nos canais: Prêmio Braskem e TV Conexões
Confira a lista dos indicados a premiação:
ESPETÁCULO ADULTO
2 de julho – A Resistência Cabocla
Maldita Seja
Monólogo das Sombras
O Rabo e a Porca
Sem Drama
ESPETÁCULO INFANTOJUVENIL
A Saga de João Caixote
Adelino
Dandara na Terra dos Palmares
Flor de Julho
Saudade, João
PERFORMANCE
Eu estou aqui
Peito aberto
REVELAÇÃO
Carla Lucena, pela atuação em “Corpo Presente”
Letícia Aranha, pelas direções de “ABC da fome” e “Rominho e Marieta”
Mano Leone, pelas atuações em ” O Último Tolo Dinamarquês”, “Farsas e Sofrências” e “Replay”
Naira da Hora, pela atuação em “2 de julho – A Resistência Cabocla”
Veridiana Andrade, pela atuação em “Maldita Seja”
TEXTO
Caio Rodrigo, pelo texto de “Sem Drama”
Fábio Vidal, pelo texto de “Monólogo da Sombras”
Gildon Oliveira, pelos textos de “Cintilante” e “Aviamentos”
Luciana Comin, pelo texto de “O mundo de Dentro”
Paulo Henrique Alcântara, pelo texto de “Maldita Seja”
DIREÇÃO
Agamenon de Abreu, pela direção em “Dandara na Terra dos Palmares”
Caio Rodrigo e Gordo Neto, pela direção em “Sem Drama”
Cássia Valle, Leno Sacramento e Valdinéia Soriano, pela direção em “2 de julho – A Resistência Cabocla”
Gilsérgio Botelho, pela direção em “Adelino”
João Lima, pela direção em “O Rabo e a Porca”
ATOR
Fábio Vidal, pela atuação em “Monólogo das Sombras”
José Carlos Júnior, pela atuação em “A Arte da Comédia”
Ricardo Fraga, pela atuação em “Adelino”
Ridson Reis, pela atuação em “Boquinha”
Sulivã Bispo, pela atuação em “Koanza: do Senegal ao Curuzu”
ATRIZ
Aicha Marques, pela atuação em “O Rabo e a Porca”
Késia Prado, pela atuação em “Adelino”
Manu Santiago, pela atuação em “O Rabo e a Porca”
Mariana Freire, pela atuação em “Desmontando a Casa”
Viviane Laerte, pela atuação em “Maldita Seja”
CATEGORIA ESPECIAL
Daniela Chaves, pela Operação Técnica de “Monólogo das Sombras”
Gilsérgio Botelho, pela Cenografia e Iluminação de “Adelino”
Guilherme Hunder, pelos Figurinos de “Flor de Julho” e “Rominho e Marieta”, e Cenografia de “Boquinha”
Ray Gouveia e Felipe Pires, pela Direção Musical de “Flor de julho”
Sibele Américo, pela Direção de Produção de “2 de julho – A Resistência Cabocla”
Fonte: Correio
Foto: Divulgação




