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Pedagoga e ativista, Thiffany Odara passa em 1º lugar no doutorado em educação na UFBA

Pesquisadora passou em primeiro lugar na seleção e iniciou as aulas nesta semana

A pedagoga e ativista trans, Thiffany Odara passou em 1° lugar no doutorado da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A pesquisadora passou em primeiro lugar na seleção e iniciou as aulas nesta semana. Thiffany é criadora de conteúdo, escritora e intelectual.

Ela é ainda mestra em Educação e Contemporaneidade e especialista em gênero, raça, sexualidade e etnia na formação de educadores, ambos pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

​A ativista iniciou sua trajetória bem antes de acessar os espaços acadêmicos, quando fortaleceu o quanto seu pensamento é insurgente e é referência quando o assunto é pensar em uma educação inclusiva, não violenta, acolhedora e diversa. Tudo isso pode ser acessado através das suas produções intelectuais, a exemplo do livro “Pedagogia da Desobediência: Travestilizando a Educação”, resultado da especialização.

A obra foi um dos temas comentados por Thiffany Odara em entrevista ao Portal Umbu, no começo do mês de março. “É ali onde eu pego a história do movimento social de travestis no Brasil, e eu gosto de falar travestis no plural porque a gente faz parte de uma pluralidade, porque nós somos pessoas plurais, conectadas, e contar a história do movimento social através dessas pessoas”, explicou a pedagoga e ativista.

A “Pedagogia da Desobediência” é um método que pode ser utilizado em diferentes espaços a fim de que estes se tornem cada vez mais justos e equânimes. “A Pedagogia da Desobediência vem como uma proposta de mudança não somente para as escolas formais, mas para todo espaço de educação, seja público ou privado, empresas, organizações, tudo que se predispõe a mudar a forma de pensar e agir para acolher a diversidade. E o doutorado vai contribuir para fortalecer essa teoria”, afirma Thiffany Odara.

Publicado em 2020, na Coleção Saberes Trans, da editora Queer Livros, o livro promove um olhar para o movimento de mulheres trans e travestis entendendo-as como produtoras de conhecimento e saberes diversos para, a partir daí, propor a travestilização dos espaços educacionais e construção de um modelo de educação que acolha a diversidade.

Para tanto, é necessário que esse processo educacional seja desobediente, como propõe a autora desde o título do seu livro. O livro “Pedagogia da Desobediência: Travestilizando a Educação” pode ser encontrado no site da editora, bem como em plataformas de venda como a Amazon ou em lojas físicas como a Katuka Africanidades que fica no Pelourinho, no Centro Histórico de Salvador.

Fonte: Alô Alô Bahia

Foto: Inventivos/Reprodução/Instituto Odara

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