
O parlamento da Coreia do Sul negou, neste sábado (07), o pedido de impeachment contra o presidente Yoon Sul Yeol. Ele foi alvo dos congressistas ao tentar impor uma lei marcial no pais e se tornar alvo de intensos protestos.
O processo de impeachment não foi concluído com sucesso pela oposição, porque a maioria dos parlamentares do partido conservador do qual Sul Yeol faz parte, boicotou a votação. O partido teme perder a presidência do país para os liberais.
Espera-se que a derrota da moção intensifique os protestos públicos pedindo a saída de Yoon e aprofunde o caos político na Coreia do Sul.
A declaração de lei marcial atraiu críticas de seu próprio partido.
O impeachment de Yoon teria que ser apoiado por dois terços da Assembleia Nacional, ou 200 de seus 300 membros. Os partidos de oposição que apresentaram a moção de impeachment tinham 192 assentos, mas apenas três legisladores do PPP participaram da votação. A moção foi descartada sem contagem de votos porque o número de votos não chegou a 200.
O caso
Nesta terça (3), parlamentares da Coreia do Sul votaram para bloquear o decreto da Lei Marcial anunciado pelo presidente Yoon Suk Yeol. A moção para anular a medida teve 190 votos a favor e zero contrários. Há 300 assentos na Assembleia Nacional.
Pela lei sul-coreana, o presidente é obrigado a cumprir a votação.
Com informações da Associated Press e do SBT



