Reumatologista esclarece dúvidas sobre a vacinação em grupo prioritário

A campanha de vacinação contra a dengue em Salvador tem sido crucial para conter a propagação da doença, mas surge uma questão importante: pacientes imunossuprimidos devem receber a vacina?
A Dra. Viviane Machicado, reumatologista do Instituto Bahiano de Imunoterapia (IBIS), explica que pacientes em tratamento com imunobiológicos e imunossuprimidos não devem receber a vacina da dengue. Isso se deve ao fato de que a vacina é feita a partir de vírus vivo atenuado, o que pode causar efeitos colaterais em pacientes com sistema imunológico comprometido.
Em casos específicos, é possível suspender temporariamente o tratamento e administrar a vacina, desde que o paciente esteja com a doença controlada, em decisão compartilhada com o médico assistente.
Cada caso deve ser avaliado individualmente, levando em consideração o estado de saúde do paciente, o risco de exposição ao vírus e os potenciais riscos da vacinação.
Enquanto a cidade se mobiliza para proteger sua população, é crucial que informações claras e precisas sejam fornecidas para garantir a saúde e o bem-estar dos pacientes imunossuprimidos. A decisão de receber a vacina requer uma abordagem cautelosa e individualizada, sendo fundamental consultar um médico para uma decisão informada sobre a saúde.
Além dos pacientes imunossuprimidos, outros grupos devem evitar vacinas de vírus vivo, incluindo gestantes, nutrizes, pessoas com imunodeficiências primárias ou adquiridas, e aqueles em uso de terapias imunossupressoras.
Consulte sempre um médico para orientações específicas sobre vacinação, garantindo a segurança e a eficácia do processo.
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