
O Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira (26), que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferecerá tratamento integral da dermatite atópica, doença crônica que provoca inflamação na pele, ocasionando lesões e coceiras intensas, dependendo da gravidade.
A informação foi divulgada junto à publicação de três portarias que ampliam as opções de tratamento. A medida beneficia quem convive com a condição a partir da incorporação, do tacrolimo e do furoato de mometasonana, duas pomadas de pele, e o metotrexato, um medicamento de uso oral, na rede pública de saúde.
Com recomendação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), as pomadas poderão tratar pessoas que não podem utilizar corticoides ou apresentam resistência aos tratamentos até então disponíveis. A ampliação de acesso ao tacrolimo tópico para os pacientes do SUS é um benefício relevante, já que, por ser um medicamento de alto custo, seu acesso era mais restrito.
A outra novidade é o metotrexato utilizado no manejo da dermatite atópica grave, principalmente para pacientes que não podem utilizar a ciclosporina, medicamento já disponibilizado na rede pública.
Condição
Doença não contagiosa, a dermatite atópica é uma condição genética e crônica, caracterizada principalmente por coceira intensa e pele ressecada. Ela afeta especialmente as áreas de dobras do corpo, como a parte frontal dos cotovelos, atrás dos joelhos e o pescoço. É uma das formas mais comuns de eczema, prevalente na infância, embora também possa surgir na adolescência ou na fase adulta.
Em crianças pequenas, a face é frequentemente uma área afetada. A doença pode variar muito de paciente para paciente, com diferentes intensidades e respostas aos tratamentos.
Com informações de Agência Gov



