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OSBA retorna à Sala Principal do Teatro Castro Alves com série de quatro concertos em julho

Foto: Fernando Gomes

A Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) volta a se apresentar na Sala Principal do Teatro Castro Alves (TCA) neste mês de julho com o projeto “OSBA de Volta ao TCA”, que reunirá quatro concertos temáticos e contará com participações de artistas baianos de diferentes segmentos da música, da dança, do teatro e da cultura popular. A programação marca o retorno da orquestra ao principal palco do teatro durante a fase de operação teste do espaço, que passou por obras de requalificação.

Patrocinado pela CAIXA, o projeto terá apresentações nos dias 4, 12, 18 e 25 de julho, com direção artística de Elísio Lopes Jr., regência do maestro Carlos Prazeres e direção musical assinada por Carlos Prazeres e Manno Góes. Cada espetáculo abordará um aspecto diferente da identidade cultural baiana.

A abertura acontece no próximo sábado (4), às 20h, com o “Concerto da Folia”, dedicado ao Carnaval da Bahia. A apresentação reunirá a OSBA ao Balé Teatro Castro Alves (BTCA) e terá participações de Daniela Mercury, Luiz Caldas, Olodum e Saulo Fernandes. Também estão confirmadas as participações do poeta e cordelista Bule-Bule, da peça Fanta e Pandora e da cantora Ana Mametto como mestra de cerimônias.

Os ingressos para a primeira apresentação começaram a ser vendidos nesta terça-feira (30), por meio da plataforma Sympla e da bilheteria da Concha Acústica do TCA. As entradas custam R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada). As vendas para os demais concertos serão abertas sempre na terça-feira que antecede cada apresentação.

Além do espetáculo de abertura, a programação inclui o “Concerto das Cidades”, no dia 12 de julho, às 19h, com foco nas expressões culturais das periferias e do interior baiano. No dia 18, às 20h, será realizado o “Concerto Afro”, dedicado à influência da cultura negra na formação da identidade artística da Bahia. Encerrando a série, o “Concerto do Amor”, em 25 de julho, também às 20h, reunirá repertórios voltados aos diferentes significados dos afetos.

O projeto integra a fase de operação teste da Sala Principal do Teatro Castro Alves, período destinado aos ajustes técnicos e operacionais após a conclusão da terceira etapa das obras do Novo TCA. A entrega dessa etapa está prevista para esta quarta-feira (1º), enquanto a programação artística em caráter experimental deverá seguir até fevereiro de 2027.

Segundo o diretor artístico Elísio Lopes Jr., a proposta é promover um encontro entre os corpos artísticos do teatro e representantes de diferentes linguagens da cultura baiana.

“Além da OSBA e do BTCA, com todo apuro técnico e conceitual, era preciso cruzar fronteiras e trazer artistas que pulsam suas criações pelo interior e capital do estado. Por isso, temos convidados de diversas vertentes musicais, do samba ao arrocha, da MPB ao axé. Além disso, o teatro, a dança, a literatura de cordel, o audiovisual, as artes visuais e a música também se misturam no palco”, afirma.

Para o maestro Carlos Prazeres, o retorno à Sala Principal representa um reencontro da orquestra com um espaço histórico da cultura baiana.

“O público vai encontrar uma Orquestra que celebra a diversidade da cultura brasileira e a força da música de concerto como espaço de encontro. Cada programa propõe uma experiência diferente, mas todos compartilham a mesma ideia: aproximar a música sinfônica das pessoas por meio de repertórios que dialogam com nossa identidade, nossa história e nossas emoções. É uma volta ao TCA que olha para o futuro, reafirmando o compromisso da OSBA com uma programação artística plural, acessível e profundamente conectada com a Bahia”, destaca.

Responsável pela direção musical ao lado de Prazeres, Manno Góes explica que os repertórios foram construídos a partir dos temas definidos para cada concerto e da escolha de artistas capazes de representar a diversidade da produção cultural baiana.

“A partir do direcionamento dos temas sugeridos pelo diretor artístico Elísio Lopes Jr. para cada espetáculo, conversamos e debatemos sobre artistas que pudessem representar não só a Bahia, mas também essa infinidade de artistas talentosos que temos. A partir da confirmação destes nomes, montamos um repertório que dialogasse com os temas de cada concerto e que representassem os artistas que irão se apresentar”, afirma.

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