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Organizações do Movimento Negro realizam ato em Salvador para pedir indicação de ministra negra ao STF

Ato acontece nesta sexta-feira (17), às 16h, no Largo do Santo Antônio Além do Carmo, com participação de organizações do movimento negro

Foto: Divulgação

Organizações do movimento negro realizam nesta sexta-feira, 17 de outubro, um ato público no Largo do Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador, exigindo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indique uma mulher negra para o Supremo Tribunal Federal (STF).

A concentração começa às 16h, e faz parte da mobilização nacional da campanha “Ministra Negra Já!”. Além de Salvador, haverá ato em São Paulo (MASP) e no Rio de Janeiro (em frente ao Mural da Primeira Ministra Negra do STF, na Lapa).

A mobilização marca a retomada da campanha lançada em 2023, quando a sociedade civil expos a urgência de reparação. Agora, com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, anunciada no último dia 09 de outubro, as organizações reforçam o apelo para que o presidente Lula ouça o que a sociedade civil tem a dizer sobre essa nova indicação.

Imagem: Divulgação

Em seus 134 anos de história, apenas três homens negros e três mulheres brancas ocuparam cadeira no STF, e nenhuma mulher negra esteve em tal lugar. O que representa uma lacuna simbólica, política e histórica inaceitável. A ausência de mulheres negras na mais alta Corte do país revela não apenas a exclusão de uma parcela fundamental da população brasileira (28%, PENAD), mas também o distanciamento entre o sistema de justiça e a realidade social do povo negro.

A indicação de uma mulher negra ao STF é, portanto, mais do que um gesto de representatividade, é um ato de reparação histórica e de compromisso com uma democracia que reconheça todas as vozes que a constituem. Essa é uma dívida que só poderá ser reparada quando as mulheres negras ocuparem, com legitimidade, os espaços de decisão e poder que moldam o presente e o futuro do Brasil.

O ato é construído coletivamente por Instituto de Defesa da População Negra (IDPN), Mulheres Negras Decidem (MND), Coalizão Negra por Direitos, Instituto de Juristas Negras (IJN), Odara – Instituto da Mulher Negra, Afro-Gabinete de Articulação Institucional e Jurídica – AGANJU, Instituto Commbne, Yaa Idè – Incubadora pela Democracia e Justiça Racial.

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