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Número de trabalhadores por aplicativos cresce 25,4% no Brasil em dois anos, aponta IBGE

Maioria atua no transporte de passageiros; informalidade ainda atinge mais de 70% desses profissionais

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

No 3º trimestre 2024, cerca de 1,7 milhão de pessoas no Brasil trabalhavam por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços como transporte de passageiros, entrega de comida ou produtos, e prestação de serviços gerais ou profissionais. Esse total representa cerca de 1,9% da população ocupada no setor privado.

Os dados, divulgados nesta sexta-feira (17) pelo IBGE, são do módulo Trabalho por meio de plataformas digitais 2024, da PNAD Contínua. Esse módulo é experimental e fruto de um convênio com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e o Ministério Público do Trabalho (MPT).

Comparado a 2022, houve um crescimento de 25,4% nesse contingente: eram 1,3 milhão de trabalhadores por aplicativo há dois anos, ou seja, incrementou-se o número em aproximadamente 335 mil pessoas.

Daqueles que atuam via aplicativo, a maioria (58,3%) está envolvida em transporte de passageiros, tanto em serviços particulares como via aplicativo (excluindo táxis) quanto em plataformas específicas para taxistas. A segunda categoria mais numerosa são os entregadores de comida ou produtos, com 29,3%, enquanto serviços gerais ou profissionais representam 17,8% dos trabalhadores plataformizados.

A região Sudeste concentra mais da metade desses trabalhadores por plataformas (53,7%). No Nordeste, uma proporção maior do total de plataformizados atua no transporte particular de passageiros (excluindo táxis). No Norte, há menor participação em serviços gerais ou profissionais, contrastando com regiões Sul e Sudeste, que têm índices bem mais expressivos desses serviços.

O grau de dependência foi avaliado em alguns aspectos. Em relação ao valor a ser recebido e aos clientes a serem atendidos, destacam-se os aplicativos de transporte de passageiros (exclusive aplicativos de táxi), com grau de dependência de 91,2% e 76,7%, respectivamente. Em relação ao prazo para realização de suas tarefas e forma de recebimento do pagamento, os entregadores em aplicativos de entrega sobressaíram, com percentuais de 70,4% e 76,8%, respectivamente, desses trabalhadores afirmando que o prazo e a forma de recebimento eram determinados pelo aplicativo.

Grande parte dos plataformizados são trabalhadores por conta própria (86,1%), e apenas uma fração muito pequena são empregadores. A informalidade é alto: mais de 70% dos plataformizados estão nessa situação, o que é bem acima da taxa nos não-plataformizados.

Embora os plataformizados apresentem rendimento médio mensal superior ao dos demais ocupados no setor privado (em 2024, cerca de R$ 2.996 contra R$ 2.875), o rendimento por hora é menor. Isso porque eles trabalham mais horas por semana (em média 44,8 h contra 39,3 h para os demais).

Além disso, embora mais plataformizados estejam contribuindo para a Previdência em comparação a 2022, a proporção entre eles ainda é muito inferior à dos não-plataformizados. E entre os que atuam em entregas, há grande disparidade de rendimento: entregadores ganham bem menos do que aqueles que desempenham outras atividades ligadas a aplicativos, mesmo dentro do mesmo grupo de plataformizados.

Com informações de Agência Gov

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