CEO da Transite e especialista em transição de carreiras, Vinícius Walsh, reforça a importância da rede de contatos para encontrar melhores oportunidades

Desafio para os profissionais no mercado de trabalho, a transição de carreira é um processo que envolve mais do que adquirir novas habilidades ou atualizar o currículo. Parte essencial dessa mudança é construir um bom planejamento estratégico e, principalmente, uma rede de contatos capaz de auxiliar uma passagem bem-sucedida.
O networking, quando utilizado de forma estratégica, pode abrir portas, acelerar o aprendizado sobre o novo setor e conectar o profissional a oportunidades que dificilmente seriam encontradas por meios tradicionais. Assim, em um mercado cada vez mais concorrido, o famoso Q.I., ou Quem Indica, é um elemento diferencial para encontrar um bom emprego.
Nesse contexto, o especialista em transição de carreiras e CEO da Transite, Vinicius Walsh, explica a importância de ter uma rede de contatos estratégica.
“Ter uma rede de contatos ativa e bem estruturada permite acesso a informações valiosas sobre o mercado, tendências da nova área e oportunidades que não são divulgadas publicamente. Mais do que isso, essas conexões podem oferecer mentorias, indicar caminhos de desenvolvimento e até mesmo facilitar o ingresso em novas empresas. Em muitos casos, é o ‘quem indica’ de alguém da área que garante a confiança necessária para que um profissional em transição seja considerado para uma vaga”, destaca.
Desafios
Fazer networking, contudo, pode ser uma dificuldade para os profissionais, em especial aqueles que estão começando a ampliar seus contatos. O especialista da Transite explica que o primeiro passo é ter clareza sobre seus objetivos profissionais: antes de começar a se conectar, é essencial entender qual área deseja explorar e quais habilidades precisam ser desenvolvidas.
Outro ponto relevante é participar de eventos, workshops e comunidades online relacionadas a área, aproveitando os espaços para se apresentar e conhecer novas pessoas.
“Antes de fazer networking, é necessário entender quais são seus objetivos. Depois, mapear contatos já existentes. Muitas vezes, colegas de antigos trabalhos, amigos e até familiares podem ter conexões relevantes ainda não exploradas. Também é importante entender que esse processo não é só ‘pedir ajuda’, networking é uma via de mão dupla. Então, ofereça valor primeiro: compartilhe conteúdos relevantes, participe de discussões e mostre interesse genuíno pelo trabalho dos outros. Isso fortalece as conexões e pode ser um diferencial. Na Transite, reforçamos que a rede de contatos não é sobre quem você conhece, mas sobre quem conhece você e reconhece o seu valor”, reforça Vinicius Walsh.

O especialista também detalha alguns erros comuns que devem ser evitados. Um deles é a falta de clareza na comunicação: não saber explicar seus objetivos ou o que busca na transição pode confundir os contatos. Outro erro comum é não fazer manutenção na rede. Mesmo de maneira simples, o ideal é manter contato regular, a partir de interações em publicações ou enviar mensagens pontuais.
Além disso, a falta de paciência também pode ser um obstáculo. A pressa por resultados imediatos pode prejudicar o relacionamento, principalmente se o profissional não demonstrar o devido interesse pelo contato. Assim, o especialista explica que é preciso ter calma e personalizar ao máximo a abordagem de acordo com o perfil da pessoa.
Uma ferramenta poderosa para quem deseja mudar de área, o networking não deve ser encarado apenas como uma forma de conseguir uma vaga, mas como uma estratégia para aprender, crescer e construir relacionamentos duradouros. Assim, ao atuar de forma estratégica e autêntica, o profissional amplia suas possibilidades de sucesso com a transição, consolidando seu nome no novo mercado.


