Abertura oficial teve público histórico no Centro, ocupação hoteleira de 95% e redução nas ocorrências de agressão e roubo

Foto: Wuiga Rubini
O primeiro dia oficial do Carnaval de Salvador (quinta, 12) entrou para a história com números superlativos de público e um saldo positivo na segurança. Segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (13), cerca de 1,25 milhão de foliões passaram pelos pórticos de acesso aos circuitos, superando os dias de pico do ano passado.
O prefeito Bruno Reis celebrou o que chamou de “ápice” da revitalização do Centro. O circuito Osmar (Campo Grande) recebeu quase 500 mil pessoas, enquanto o Batatinha (Pelourinho) atraiu 130 mil, um recorde para uma quinta-feira. Na orla (Barra-Ondina), o fluxo foi de 630 mil.
“Esse trabalho de valorização do carnaval cultural e a força do tema do samba trouxeram esse resultado histórico para o Centro”, avaliou o prefeito. A festa também lotou a cidade: a ocupação hoteleira chegou a 94,94%, um salto de 9% em relação a 2025.
Segurança: Mais gente, menos crime
Apesar da multidão recorde, o esquema de segurança integrado apresentou resultados expressivos. De acordo com o Governo do Estado, os índices de crimes violentos, incluindo roubos e lesões corporais, tiveram uma redução superior a 40%.
Para o delegado-geral adjunto da Polícia Civil, André Viana, a integração das forças policiais e o uso de inteligência foram decisivos. “Tivemos mais gente na rua do que nos dias mais cheios do ano passado e, mesmo assim, os crimes caíram drasticamente. Estamos prendendo quem comete delitos para tirá-los de circulação e impedir que retornem ao circuito”, afirmou.
Saúde: Atendimentos sobem, gravidade cai
Nos módulos de saúde da Prefeitura, foram registrados 440 atendimentos, um aumento de 12% em relação ao ano anterior. No entanto, o perfil das ocorrências foi de baixa gravidade: a maioria envolveu intoxicação alcoólica, desidratação e pequenos curativos.
Um dado positivo chamou atenção: houve queda de 15% nos casos de agressão física. Além disso, não foram registradas ocorrências por arma de fogo ou violência sexual dentro dos postos. A resolutividade foi alta: 98% dos pacientes foram tratados no próprio local, com apenas 10 transferências para hospitais.


