Protesto na Rótula da Feirinha critica valor da passagem, considerado o mais caro do Nordeste, e defende implementação da Tarifa Zero

Foto: Uíse Epitácio
A Rótula da Feirinha, em Cajazeiras, será ocupada na manhã deste sábado (31) por um ato público contra o recente aumento da passagem de ônibus em Salvador. A mobilização, convocada pelo movimento Tarifa Zero — que reúne entidades estudantis, populares e partidos políticos —, está marcada para as 8h e denuncia o novo valor de R$ 5,90, o mais alto entre as capitais do Nordeste.
A pauta do protesto vai além do custo da passagem. Os manifestantes chamam a atenção para a precarização do serviço oferecido à população, citando a rotina de veículos lotados, sujos e a má qualidade da frota. O grupo argumenta que o reajuste aprofunda a exclusão social, penalizando o orçamento de trabalhadores, estudantes e moradores das periferias, limitando o direito de ir e vir na cidade.
Transporte como direito
Para os organizadores, o aumento reflete uma gestão que prioriza o lucro em detrimento do serviço público. Jurandir Santana, liderança do movimento, aponta a contradição entre os investimentos municipais em eventos e a realidade do transporte.
“Salvador tem hoje um dos transportes mais caros e piores do Brasil. Enquanto a Prefeitura investe milhões em festas e benefícios para empresários do sistema, o povo paga a conta com tarifas abusivas e um serviço indigno”, afirmou.
Santana defende que a gratuidade universal (Tarifa Zero) é o caminho para corrigir as desigualdades. “Transporte público não pode ser tratado como mercadoria ou fonte de lucro. Ele precisa ser entendido como um direito, uma política pública essencial para garantir acesso ao trabalho, à educação e à cidade”, ressaltou.
Transparência
Além da defesa da gratuidade, o ato exige maior transparência nos contratos firmados entre a Prefeitura e as concessionárias de ônibus, bem como a ampliação da participação popular nas decisões sobre mobilidade urbana. A manifestação em Cajazeiras integra um calendário de ações que visa pressionar o poder público por um novo modelo de financiamento do transporte coletivo.



