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Movimento de Caiado rumo ao PSD reconfigura alianças nacionais e impõe novos desafios à base governista na Bahia

Movimentação altera correlação de forças no governo Lula, divide a direita e acirra a tensão na base de Jerônimo Rodrigues sobre a definição da chapa majoritária.

Reprodução Redes Sociais

A articulação que confirmou a saída do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do União Brasil para o Partido Social Democrático (PSD) representa uma alteração significativa na correlação de forças para o ciclo eleitoral deste ano. Mais do que uma troca partidária, o movimento altera a dinâmica das alianças federais e estaduais, com reflexos diretos na governabilidade e na montagem de palanques, estendendo-se de Brasília a Salvador.

O fortalecimento do PSD e o cenário nacional

Ao incorporar um quadro conservador e com projeção presidencial como Caiado, o PSD reforça sua característica de “partido de centro” pragmático. A mudança também atinge o projeto político do PL e de Flávio Bolsonaro. Caiado no PSD oferece uma alternativa ao eleitorado conservador fora do bolsonarismo raiz, fragmentando a direita e enfraquecendo a hegemonia que o PL buscava construir para o pleito majoritário.

O impacto na Bahia e o “xadrez” de Jerônimo Rodrigues

Na Bahia, a repercussão é institucional e estratégica. O PSD não é apenas um aliado, mas um pilar de sustentação do governo Jerônimo Rodrigues (PT), comandando o maior número de prefeituras no estado.

A nacionalização da figura de Caiado pelo PSD coloca o palanque governista baiano em uma situação delicada. Cria-se um descompasso: a base estadual segue leal ao projeto petista, enquanto a direção nacional da legenda viabiliza um nome que antagoniza com o Planalto. Isso pode exigir de Jerônimo Rodrigues uma habilidade redobrada para manter a coesão do grupo e evitar que as divergências nacionais contaminem a aliança local.

O impasse das vagas ao Senado: Wagner, Rui e Coronel

O ponto de maior tensão, contudo, reside na composição da chapa majoritária para o Senado. Atualmente, há um desenho complexo envolvendo três nomes de peso para apenas duas vagas: O senador Angelo Coronel (PSD), que busca a reeleição; o ministro Rui Costa (PT) e o senador Jaques Wagner (PT). Com o PSD ganhando musculatura, torna-se politicamente mais custoso para o PT bancar uma “chapa puro sangue”.

A movimentação de Caiado sinaliza que o PSD não aceitará um papel secundário. Para Ângelo Coronel, o cenário nacional serve como alavanca para travar a disputa e garantir seu espaço na chapa, sob pena de fraturar a base governista em um momento decisivo.

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