
Morreu nesta terça-feira (2), aos 91 anos, o jornalista Mino Carta. Fundador e diretor de redação da revista CartaCapital, ele enfrentava problemas de saúde e estava internado há duas semanas na UTI do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. A causa da morte não foi divulgada. A informação foi confirmada pela CartaCapital.
Mino foi casado com Maria Angélica Pressoto, que morreu em 1996. Um de seus filhos, o também jornalista Gianni Carta, morreu em 2019, vítima de câncer. Mino deixa a filha, Manuela Carta.
Nascido em Gênova, na Itália, em 6 de setembro de 1933, Mino chegou a São Paulo em 1946 com a família. Filho e neto de jornalistas, deu continuidade à tradição profissional iniciada pelo avô, Luigi Becherucci, e pelo pai, Giannino.
No Brasil, abandonou o curso de Direito no Largo São Francisco e, ainda jovem, voltou à Itália para trabalhar na Gazetta del Popolo, em Turim. Também atuou como correspondente dos brasileiros Diário de Notícias e Mundo Ilustrado.
Aos 27 anos, novamente no Brasil, foi convidado por Victor Civita para dirigir a recém-criada Quatro Rodas, da Editora Abril, em São Paulo. O marco consolidou sua marca como criador e editor de algumas das publicações mais influentes do país.
Participou do lançamento da revista Veja, em 1968, da IstoÉ, em 1976, e da CartaCapital, em 1994. Também esteve à frente da equipe que lançou o Jornal da Tarde, em 1966, referência em reportagens e inspiração para gerações de jornalistas. Em parceria com Cláudio Abramo, fundou ainda o Jornal da República, que acabou fechado por dificuldades financeiras.
Fora das redações, dedicou-se às artes, publicando livros de ficção e exibindo pinturas.
Mino não chegou a concluir curso superior, mas foi agraciado com o título de doutor honoris causa pela Faculdade Cásper Líbero. Em 2006, foi reconhecido pela Associação dos Correspondentes da Imprensa Estrangeira no Brasil com o prêmio de Jornalista Brasileiro de Maior Destaque no Ano.
Com informações de CNN, CartaCapital e Correio



