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Morre Netinho, ícone do axé baiano, aos 60 anos

Cantor morreu nesta terça-feira (13), em Salvador, após enfrentar um linfoma não Hodgkin; artista marcou a música baiana com sucessos que atravessaram gerações

Foto: The Music Journal/Reprodução/UOL

O cantor baiano Netinho morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador, após enfrentar um câncer no sistema linfático. Um dos nomes associados à popularização da axé music no Brasil, o artista ficou conhecido nacionalmente por sucessos como “Milla” e “Beijo na Boca”, músicas que marcaram o Carnaval e a música popular brasileira.

Netinho enfrentava um linfoma não Hodgkin, tipo de câncer que afeta o sistema linfático. O diagnóstico foi divulgado pelo próprio cantor em março de 2025, depois de uma internação em Salvador para investigar fortes dores nas pernas e nas costas. Após passar por tratamento, o artista chegou a anunciar a remissão da doença, mas o câncer voltou em 2026.

No fim de setembro deste ano, o cantor voltou a ser internado na capital baiana e decidiu se afastar temporariamente das redes sociais para se dedicar ao tratamento. A equipe do artista informou, à época, que ele concentraria suas energias na recuperação.

Nascido em 12 de julho de 1966, no município de Santo Antônio de Jesus, interior da Bahia, Ernesto de Souza Andrade Júnior iniciou a carreira musical em Salvador e ganhou projeção como vocalista da Banda Beijo. A partir dos anos 1990, consolidou sua trajetória solo e se tornou um dos rostos conhecidos da expansão nacional do axé, gênero que ganhou força a partir da cena musical baiana.

Entre seus maiores sucessos está “Milla”, lançada em 1996 e incorporada ao repertório de festas e carnavais em diferentes regiões do país. A canção também ganhou versões em outros idiomas. “Beijo na Boca” foi outra música que ajudou a firmar a presença do cantor entre os artistas populares do gênero.

A trajetória de Netinho se confunde com um período de grande projeção da música produzida na Bahia, quando artistas e bandas do estado ampliaram a presença do axé nos carnavais, nas rádios e nas programações televisivas brasileiras.

A morte do cantor provocou manifestações de pesar nas redes sociais. Entre as artistas que lamentaram a perda está Claudia Leitte, que se pronunciou sobre a morte do colega.

De acordo com informações divulgadas pela assessoria, o velório e a cremação serão realizados em cerimônia reservada, conforme o desejo manifestado pelo próprio artista. A despedida será restrita a familiares e amigos próximos, e a equipe pediu respeito à privacidade dos parentes neste momento de luto.

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