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Mínimos Óbvios – Ano 5 homenageia Jean Genet e Caio Fernando Abreu em Salvador

Festival científico-cultural acontece de 8 a 12 de setembro, com performances, oficinas, leituras, debates e celebração em diferentes espaços da cidade

Talk Show – Jean Genet e Caio F. Abreu, com Paulo Garcia, Juarez Guimarães, Moisés Henrique, Rafael Medrado, Maurício Anunciação e Djalma Thürler | Fotos: Divulgação

Salvador recebe, de 8 a 12 de setembro, a quinta edição do Festival científico-cultural Mínimos Óbvios. Com o tema “40 + 30: Corpos Fora da Lei, Amores Marginais e Dramaturgias da Sobrevivência – Homenagem a Jean Genet e Caio Fernando Abreu”, o evento promove uma programação itinerante que reúne artistas, pesquisadores e diferentes gerações da cultura LGBT+ em atividades gratuitas e de formação.

Realizado pela ATeliê voadOR, em parceria com o Núcleo de Pesquisa e Extensão em Cultura e Sexualidade (NuCuS/UFBA) e a Hiperativa Comunicação e Cultura, o festival parte dos 40 anos da morte do escritor e dramaturgo francês Jean Genet e dos 30 anos da morte do escritor brasileiro Caio Fernando Abreu. A programação será distribuída entre o Ateliê de Bolso, na UFBA, a Casa Rosa, no Rio Vermelho, e espaços parceiros.

A abertura das atividades acontece nos dias 8, 9 e 10 de setembro, das 9h às 13h, com a oficina “Corpos que Escrevem”, conduzida por Duda Woyda, no Ateliê de Bolso, na UFBA. Inspirada nas potências narrativas de Caio Fernando Abreu, a formação é voltada para estudantes, artistas da cena, escritoras, pesquisadoras e pessoas LGBT+ interessadas em escrita de si e dramaturgias dissidentes. As inscrições estão disponíveis por meio de formulário divulgado no perfil @atelievoadorteatro, no Instagram.

No dia 10, às 20h, a programação chega à Casa Rosa com a performance “Caio F. em casa”, de Duda Woyda, apresentada no Teatro Cambará. A obra estabelece diálogo com o universo literário de Caio e aborda temas como desejo, memória, afetos, corpos dissidentes e dramaturgias da sobrevivência. Às 20h40, acontece a mesa de abertura “Os mortos ainda desejam: Genet, Caio e as cenas que ficaram”, com Paulo García, Rodrigo Alves do Nascimento e Djalma Thürler.

A programação segue no dia 11 com duas leituras pop-up. Às 20h, “Amores Marginais”, a partir do texto “Dama da Noite”, será dirigida por Georgenes Isaac, integrante do Coletivo Das Liliths, em formato itinerante pela Casa Rosa. Às 20h20, o Teatro Cambará recebe o talk show “Jean Genet e Caio F. Abreu”, que reunirá pesquisadores e artistas para discutir a permanência das obras dos dois autores na literatura, no teatro e nas produções culturais dissidentes. Mais tarde, às 21h40, “Corpo Fora da Lei”, leitura pop-up de “As Quatro Irmãs (uma antropologia fake)”, dirigida pelo poeta e performer Alex Simões, também ocupará diferentes espaços da Casa Rosa.

Leituras Pop-UP – com Djalma Thürler, Alex Simões e Georgenes Isaac | Fotos: Divulgação

No dia 12, às 17h, o Teatro Cambará recebe uma Long Table dedicada a Caio Fernando Abreu, com participação de Luiz Arthur Nunes, Deborah Finocchiaro, Gilberto Gavronski, Ramon Melo, Alexandre Nunes e Leandro Colling. O encontro propõe reflexões sobre a obra do escritor e suas relações com cena, dramaturgia, memória, criação e as experiências contemporâneas ligadas à arte, gênero e sexualidade.

Às 19h, o festival promove a leitura pop-up “Dramaturgias da Sobrevivência”, do texto “Além do Ponto”, com Djalma Thürler. O encerramento acontece a partir das 19h20, com a Mostra da Oficina “Corpos que Escrevem” e a “Carnavalização dos Corpos Impossíveis”, reunindo Duda Woyda, Talis Castro, a Banda Vibrátil e convidados como Mariana Borges, Rodrigo Villa, Anderson Dantas, Loulou, Bruna Barreto e Viva Varjão.

Carnavalização – convidados Loulou, Maira Lins, Duda Woyda e Talis Castro, entre outros | Fotos: Divulgação

A homenagem a Genet e Caio orienta a curadoria da quinta edição a partir de temas como desejo, marginalidade, homoerotismo, violência, doença, memória, solidão e resistência. Segundo a organização, as trajetórias dos dois autores ajudam a pensar como experiências historicamente colocadas à margem podem produzir repertórios estéticos, políticos e afetivos capazes de atravessar gerações.

Criado pela ATeliê voadOR em parceria com o NuCuS/UFBA, o Mínimos Óbvios chega à quinta edição consolidando uma trajetória de articulação entre artes da cena, pesquisa, gênero, sexualidade e formação. As quatro edições anteriores promoveram dramaturgias, performances, debates e atividades formativas voltadas às contribuições LGBT+ para o teatro e as artes da cena, fortalecendo estéticas dissidentes, arquivos queer e políticas do sensível.

Serviço

Mínimos Óbvios – Ano 5
Tema: “40 + 30: Corpos Fora da Lei, Amores Marginais e Dramaturgias da Sobrevivência – Homenagem a Jean Genet e Caio Fernando Abreu”
Quando: 8 a 12 de setembro de 2026
Locais: Ateliê de Bolso (UFBA), Casa Rosa, no Rio Vermelho, e espaços parceiros
Mais informações: @atelievoadorteatro

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