Decisão foi tomada após investigação interna sobre denúncias de favorecimento familiar e ligações com ex-assessor investigado por “rachadinha”

Foto: Antonio Queirós
O Movimento Brasil Livre (MBL) anunciou na noite desta quarta-feira (13), a expulsão do vereador Sandro Filho, filiado ao Progressistas (PP). A decisão foi tomada pela direção do Movimento após a conclusão de uma investigação interna para apurar denúncias sobre a conduta do parlamentar.
As Acusações
O procedimento interno foi instaurado a partir de acusações de que Sandro Filho teria utilizado sua influência política para beneficiar sua esposa, Mariana Silva Vasques, indicando-a para um cargo em uma empresa terceirizada que presta serviços à Prefeitura de Salvador.
Além disso, a investigação do MBL apontou que a esposa do vereador estabeleceu uma sociedade empresarial para a abertura de um restaurante. O sócio nesse empreendimento é João Paulo Andrade Lisboa de Britto, ex-chefe de gabinete de dois vereadores que já foram investigados por supostas práticas de “rachadinha”.
Segundo a direção do MBL, embora não tenham sido encontradas provas definitivas de um ato ilícito, os indícios coletados durante a apuração foram considerados suficientes para justificar o desligamento, por serem incompatíveis com os princípios e valores defendidos pelo movimento.
A Defesa do Vereador
Em declarações à imprensa, o vereador Sandro Filho negou veementemente todas as acusações, classificando-as como falsas e orquestradas com o objetivo de “manchar sua imagem”. O parlamentar afirmou estar sendo vítima de uma “articulação de pessoas ruins” e de uma perseguição política vinda de “gente grande”.
“Apesar do meu posicionamento em reafirmar que as acusações que circulam são falsas, o MBL entendeu por acatar o afastamento”, declarou o vereador. Ele reforçou seu compromisso com seus eleitores e garantiu que seguirá seu mandato na Câmara Municipal de Salvador.
Histórico e Contexto
Sandro Filho foi eleito em 2020, tornando-se o vereador mais jovem daquela legislatura em Salvador. Sua campanha foi fortemente associada ao MBL, movimento do qual era uma das principais lideranças na Bahia. Com a expulsão, ele perde o selo do grupo, mas mantém seu mandato parlamentar e a filiação ao partido Progressistas (PP), que até o momento não se pronunciou sobre o caso.



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