
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou nesta terça-feira (17) para uma visita oficial à Índia, onde deve ampliar parcerias comerciais, econômicas e tecnológicas em encontros com autoridades indianas e empresários, além de participar de fóruns sobre temas estratégicos como inteligência artificial (IA) e minerais críticos. A viagem integra também agenda à Coreia do Sul, com retorno ao Brasil previsto para o dia 24, próxima terça-feira.
A comitiva brasileira é uma das maiores já enviadas ao país asiático, com dezenas de ministros e representantes de setores estratégicos, além de empresários que buscam ampliar o intercâmbio comercial entre as duas economias. Lula foi convidado a participar de uma Cúpula de Inteligência Artificial e do Fórum Empresarial Brasil-Índia, eventos que reúnem líderes políticos e econômicos para discutir inovação e cooperação digital.
Entre os principais acordos previstos está a assinatura de um memorando de entendimento sobre minerais críticos e terras raras, recursos estratégicos para indústrias de tecnologia e energia, que o Brasil pretende explorar em parceria com a Índia. A negociação desses termos tem sido destacada pelo Itamaraty como um elemento central da visita, reforçando a cooperação em setores de alto valor agregado.
A visita inclui ainda discussões para consolidar uma declaração sobre parceria digital para o futuro, ampliar facilidades para vistos de negócios e turismo entre os dois países e fomentar colaborações em áreas como defesa, tecnologia e infraestrutura, temas que vêm ganhando espaço na agenda bilateral nos últimos anos.
A Índia tem se consolidado como um dos parceiros mais dinâmicos do Brasil na Ásia, com comércio bilateral em crescimento e esforços conjuntos para ampliar o mercado entre os blocos econômicos e países do Sul Global. A expectativa dos dois governos é que os acordos assinados durante a visita contribuam para ampliar fluxos comerciais e investimentos nos próximos anos.
Após as reuniões em Nova Déli, Lula segue à Coreia do Sul para tratar de cooperação econômica, tecnológica e comercial com Seul, reforçando uma agenda diplomática orientada para diversificação de mercados e soberania tecnológica.



