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Lula discursa nesta terça-feira (22) na abertura da Assembleia Geral da ONU

Presidente brasileiro deve defender multilateralismo, negociação de conflitos e reforma do Conselho de Segurança

Foto: Ricardo Stuckert/PR/ARQUIVO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa nesta terça-feira (22), a partir das 10h, pelo horário de Brasília, na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos. Como ocorre tradicionalmente, o Brasil será o primeiro país a falar no debate geral, seguido pelos Estados Unidos. As informações são da Agência Brasil.

Entre os principais temas previstos para o pronunciamento estão a defesa do multilateralismo, o respeito ao direito internacional humanitário e a não interferência nos assuntos internos de outros países. Lula também deve defender a negociação como caminho para a resolução de conflitos internacionais.

Outro ponto esperado no discurso é a reforma da ONU, especialmente do Conselho de Segurança. O Brasil defende há anos mudanças na composição e no funcionamento do órgão, que atualmente é formado por 15 membros, cinco deles permanentes, com poder de veto.

A participação ocorre em um cenário de conflitos internacionais e de debates sobre o funcionamento das instituições multilaterais. A 81ª Assembleia Geral reúne representantes dos 193 Estados-membros da ONU entre 22 e 28 de setembro. O tema desta edição é “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, será o segundo chefe de Estado a discursar na sessão de abertura, logo depois de Lula. Os dois também poderão se encontrar nos bastidores do evento.

Em 2025, Lula e Trump tiveram um breve encontro após o discurso brasileiro na Assembleia Geral. Segundo a Agência Brasil, aquela foi a primeira de três reuniões entre os dois presidentes desde então.

A relação entre os governos brasileiro e norte-americano ganhou novos pontos de tensão ao longo de 2026, incluindo divergências sobre comércio e questões relacionadas à soberania. A defesa da soberania brasileira também é apontada como um dos eixos esperados do pronunciamento desta terça-feira.

Além da participação de Lula na abertura da Assembleia Geral, a delegação brasileira terá uma série de compromissos durante a semana. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participará de reuniões do Brics, do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (IBAS), do G77, do G4, do L69, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e do Consenso de Brasília.

Também estão previstas reuniões sobre a situação da Palestina e a solução de dois Estados, combate à desigualdade, consolidação da paz e direito internacional humanitário. No dia 23, Mauro Vieira presidirá uma reunião da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, enquanto no dia 24 comandará encontro ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas).

Lula retorna ao Brasil ainda nesta terça-feira. Esta será a 11ª participação do presidente na Assembleia Geral da ONU como chefe de Estado. Em seus três mandatos, ele não participou apenas da edição de 2010.

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