Em janeiro, editora havia encerrado as edições impressas das revistas IstoÉ e IstoÉ Dinheiro

O Tribunal de Justiça de São Paulo decretou nesta segunda-feira (3) a falência da Editora Três, que publica as revistas IstoÉ e IstoÉ Dinheiro.
Na sentença, o juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho destacou o descumprimento das obrigações acordadas no plano de recuperação judicial por parte da editora. A administradora judicial informou à Justiça sobre a ausência de pagamentos de determinados credores, especialmente os trabalhistas.
Conforme a decisão judicial, a Editora Três não conseguiu apresentar comprovantes de pagamento, nem prestar esclarecimentos quanto ao descumprimento das obrigações. A empresa chegou a pedir o encerramento do processo de recuperação, mas o juiz não aceitou e decretou a falência.
De acordo com a decisão, a administradora judicial deverá apresentar, no prazo de 10 dias, uma lista de credores, descontando eventuais valores pagos no período da recuperação judicial e incluindo os créditos que não estavam submetidos à recuperação.
Segundo o sindicato dos jornalistas profissionais no Estado de São Paulo, a editora não pagava os salários dos profissionais em dia havia muito tempo, situação que gerou uma greve que já perdurava quase um mês.
“Agora o Departamento Jurídico do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) prestará a assistência aos profissionais da Editora Três para que tenham garantidos os pagamentos devidos no processo de falência”, afirmou o sindicato.
No dia 24 de janeiro, a editora anunciou que encerrou a publicação impressa das revistas Isto É e IstoÉ Dinheiro. Segundo a empresa, os títulos iriam operar apenas no digital. A IstoÉ circulava desde 1976, já a IstoÉ Dinheiro, desde 1997.



