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II Seminário Ginga de Resiliência celebra 20 anos do Instituto Cultural Bantu em Salvador e Vera Cruz

Foto: Divulgação

Começou nesta quarta-feira (17), em Salvador e no município de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, o II Seminário Ginga de Resiliência, evento que marca os 20 anos de atuação do Instituto Cultural Bantu (ICBantu). Com o tema “Ancestralidade é Caminho”, a programação gratuita reúne mestres, mestras, contramestres, educadores, pesquisadores, lideranças comunitárias, jovens e capoeiristas para debater o papel da Capoeira Angola como ferramenta de educação, fortalecimento comunitário e transformação social.

Com agenda até 20 de junho, o evento inclui rodas de Capoeira Angola, vivências, formações, atividades culturais, diálogos e momentos de troca de saberes, promovendo o encontro entre diferentes gerações e experiências ligadas à cultura afro-brasileira.

Fundado em 2006 por Edielson da Silva Miranda, conhecido como Mestre Roxinho, o Instituto Cultural Bantu consolidou-se como referência nacional e internacional ao utilizar a Capoeira Angola como instrumento de educação, promoção da cultura de paz e desenvolvimento territorial. Ao longo de duas décadas, a organização ampliou sua atuação para áreas como segurança alimentar, geração de renda, formação de juventudes, fortalecimento de mulheres, regeneração socioambiental e valorização da ancestralidade.

A edição deste ano acontece em dois territórios considerados estratégicos para a trajetória da instituição. Em Salvador, as atividades serão realizadas na Fazenda Grande do Retiro, bairro que faz parte da história formativa de Mestre Roxinho e do legado de Mestre Virgílio da Fazenda Grande. Já em Vera Cruz, o seminário dialoga diretamente com a sede do Instituto Cultural Bantu, onde são desenvolvidas ações voltadas ao fortalecimento das comunidades locais.

Mais do que uma celebração, o seminário propõe reflexões sobre a ancestralidade como elemento fundamental para a construção de futuros mais inclusivos. Para o Instituto Cultural Bantu, a Capoeira Angola representa não apenas uma manifestação cultural, mas também uma tecnologia social capaz de fortalecer vínculos comunitários, preservar memórias, ampliar oportunidades e promover o sentimento de pertencimento entre crianças, jovens, mulheres e famílias.

Foto: Divulgação

“Celebrar 20 anos é reconhecer uma caminhada construída coletivamente, pela roda, pela oralidade, pela ancestralidade e pelo compromisso com os territórios. É também homenagear os mestres e mestras que vieram antes de nós e reafirmar a responsabilidade de seguir formando novas gerações”, destaca Mestre Roxinho.

Nos últimos anos, o ICBantu ampliou sua presença internacional, desenvolvendo projetos de educação, cultura e fortalecimento comunitário na Austrália, Nova Zelândia e Filipinas. A metodologia da organização, baseada na Capoeira Angola, na ancestralidade e na educação afrocentrada, recebeu reconhecimentos como o Prêmio LED, o Prêmio Pacto Contra a Fome, a inclusão entre as Melhores ONGs do Brasil e o título de Utilidade Pública Estadual.

As comemorações pelos 20 anos da instituição também incluem o Ginga Internacional, uma turnê que levará a trajetória e a metodologia do Instituto Cultural Bantu para a Austrália, Nova Zelândia e Filipinas. No país asiático, a iniciativa marcará ainda os 15 anos de atuação da organização, reforçando a Capoeira Angola como instrumento de educação, pertencimento e transformação social.

Serviço

II Seminário Ginga de Resiliência
Tema: Ancestralidade é Caminho
Data: 17 a 20 de junho de 2026
Locais: Salvador e Vera Cruz (BA)
Realização: Instituto Cultural Bantu (ICBantu)
Coordenação: Mestre Roxinho
Entrada: Gratuita

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