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IDSM VENCE EDITAL E IRÁ COMANDAR A OSBA; novo diretor artístico é anunciado

Músicos da OSBA rejeitam a proposta do maestro Ricardo Castro, ligado a IDSM

O Instituto de Desenvolvimento Social pela Música (IDSM), ligado ao maestro Ricardo Castro, do grupo que comanda o Neojiba, é o vencedor do edital para administrar a Orquestra Sinfônica da Bahia, a Osba.

O resultado foi publicado no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (12). O IDSM venceu a disputa contra a Associação dos Amigos do Teatro Castro Alves (ATCA) e assume os trabalhos até 2025, com um orçamento de R$ 26 milhões.

No entanto, os músicos da Osba, ouvidos pelo jornal Correio, rejeitam a proposta “eurocêntrica”, adotada pelo maestro Ricardo Castro.

Em 2022, o maestro da Neojiba criticou o espetáculo “Osbrega”, uma apresentação da Osba com clássicos da música romântica brasileira, e classificou o projeto como “um círculo do inferno nunca antes visto neste país”. A posição do maestro foi criticada pelo público e por artistas da Osba.

Hoje, a orquestra estadual é regida e dirigida artisticamente pelo maestro Carlos Prazeres, que descartou a possibilidade de permanecer na Osba caso o IDSM vencesse o edital.

IDSM confirmou o nome de Cláudio Cruz como o novo diretor artístico e regente da OSBA. Foto: Divulgação/Neojiba

Cláudio Cruz


A Orquestra NEOJIBA enviou uma nota à imprensa confirmando o nome de Cláudio Cruz para assumir o cargo de diretor artístico e regente da OSBA. Segundo informações do comunidado, Cruz é maestro e violonista, filho de João Pereira Cruz, fabricante baiano de violinos.


Cláudio Cruz nasceu em Andaraí, na Chapada Diamantina e iniciou seus estudos musicais com o seu pai. Posteriormente estudou com grandes nomes como Erich Lehninger, Maria Vischnia, Olivier Toni, Chaim Taub, Josef Gingold, Kenneth Goldsmith, entre outros. Graduou-se em filosofia pela UNIFRAN (Universidade de Franca) e atualmente cursa o Doutorado em Música na UNESP (Universidade Paulista Júlio de Mesquita Filho).


Cruz começou a se apresentar como solista com apenas 13 anos e aos 15 tornou-se um dos spallas (primeiro-violino) da Orquestra Jovem da FUNARJ  (Fundação de Artes do Estado do Rio de Janeiro). Aos 18, ingressou na OSESP (Orquestra do Estado de São Paulo), a convite do Maestro Eleazar de Carvalho. Com apenas 22 anos, tornou-se spalla da orquestra, cargo que ocupou até 2014. Ao longo da sua carreira, recebeu importantes prêmios, como o Grammy Awards, Prêmio Carlos Gomes, Prêmio Bravo e o Prêmio APCA, da Associação Paulista de Críticos de Artes.


Seu primeiro cargo como Regente e Diretor Musical foi em 2001, na Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto(SP) . Com a orquestra, gravou diversos álbuns e realizou montagens de óperas e balés. Com o apoio da diretoria e de importantes patrocinadores, também criou diversos projetos educacionais, numa verdadeira reestruturação da orquestra nos oito anos em que esteve à frente do grupo como gestor. Cruz também foi Regente e Diretor Musical da Orquestra Sinfônica de Campinas, Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e da Orquestra de Câmara Villa-Lobos.


Na Bahia, Cruz espera poder realizar um trabalho musical amplo, contemplando diversos repertórios e estilos musicais, além de desenvolver parcerias e projetos pedagógicos, ampliando o raio de ação cultural da orquestra.

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