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Governo estuda inclusão de famílias com renda até R$12 mil no programa Minha Casa, Minha Vida

Em live semanal, Chefe do Executivo reafirmou promessa de entregar 2 milhões de casas até 2026

O ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, disse nesta terça-feira (7) que o governo está fazendo estudos e quer incluir famílias com renda mensal de até R$ 12 mil no programa Minha Casa, Minha Vida.

Considerado uma das bandeiras deste terceiro mandato de Lula (PT), o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida deverá ser ampliado, com objetivo de atender pessoas com rendimentos de até R$ 12 mil. Segundo o ministro das Cidades, Jader Filho (MDB-PA), em participação no programa Conversa com o Presidente desta terça (7), o assunto tem sido uma das prioridades da Pasta.

Atualmente, para áreas urbanas, a faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida atende famílias com renda bruta mensal de até R$ 2.640; a faixa 2 contempla renda bruta mensal de R$ 2.640,01 a R$ 4.400; e a faixa 3 atende famílias com rendimentos de R$ 4.400,01 a R$ 8 mil. Os valores das faixas do programa não abrangem benefícios temporários, assistenciais ou previdenciários, como auxílio-doença, auxílio-acidente, seguro-desemprego, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e Bolsa Família.

“Nós estamos em discussão nesse momento, dentro do Ministério das Cidades, da Secretaria Nacional de Habitação. O senhor já tinha conversado comigo isso. Nós estamos conversando com a Caixa e nós estamos discutindo com eles para a gente poder fazer uma faixa estendida até R$ 12 mil”, afirmou Jader Filho ao ser questionado por Lula, durante a live semanal.

Em um movimento que pode auxiliar o governo a reverter a falta de popularidade entre a classe média que perdura desde as eleições presidenciais do ano passado, a intenção de expandir o programa habitacional, que nasceu durante o segundo mandato de Lula, em 2009, tem sido um pedido recorrente do presidente a seus ministros.

Jader Filho também citou a redução dos contratos para 642 mil famílias beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada e do Bolsa Família, e destacou a ampliação do financiamento para núcleos familiares que estão incluídos na faixa 1 do programa habitacional, como forma de criar mais possibilidades de adesão ao Minha Casa, Minha Vida.

“Nós vamos ultrapassar a meta de 2 milhões de unidades habitacionais nesses próximos quatro anos. Vamos contratar isso. No financiamento, nós fizemos algumas alterações importantes. Nós ampliamos o valor do subsídio. Nós reduzimos as taxas de juros. Para quê? Para dar oportunidade, para que mais famílias possam acessar o financiamento e ter o sonho da casa própria realizado. Nós também vamos estabelecer parcerias com estados e municípios. Juntos, nós vamos somar os subsídios dos estados, dos municípios, para que mais famílias ainda possam ter acesso à casa própria”, complementou.

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