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Governo confirma nomes de Paulo Picchetti e Rodrigo Teixeira para a diretoria do BC

Anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad em entrevista a jornalistas na manhã desta segunda-feira (30) na sede da pasta, em Brasília

O presidente Lula (PT) confirmou os nomes do professor de economia Paulo Picchetti e do servidor Rodrigo Alves Teixeira para ocupar as duas vagas na diretoria do Banco Central no início de 2024.

Eles vão substituir Fernanda Guardado (Assuntos Internacionais e Gestão de Riscos Corporativos) e Mauricio Moura (Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta), cujos mandatos terminam no dia 31 de dezembro. As informações são do Bahia Notícias.

O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad em entrevista a jornalistas na manhã desta segunda-feira (30) na sede da pasta, em Brasília. Participou também da coletiva o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan.

Picchetti é especialista em econometria, análise de ciclos econômicos e índices de preços —temas relacionados à missão do Banco Central de assegurar a estabilidade de preços da economia. Atualmente,, atua como professor na Escola de Economia de São Paulo, ligada à FGV (Fundação Getulio Vargas).

Além disso, Picchetti cursou o mestrado em economia na USP no mesmo período em que o ministro Fernando Haddad, no início dos anos 1990. Ele também tem doutorado em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.

Já Teixeira é servidor de carreira do BC e atua hoje como secretário especial adjunto de Análise Governamental na Casa Civil. Ele é professor do departamento de economia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

Controvérsias

De acordo com informações da Folha de S. Paulo, apesar de ser funcionário de carreira do banco, a possível indicação de Rodrigo Teixeira não foi bem recebida por parte dos servidores do BC. Na visão desse grupo ouvido pelo jornal, Teixeira trabalho por pouco tempo na instituição. Há um sentimento de desprestígio e um certo desconforto por parte de alguns funcionários, que entendem que ele não é, de fato, um nome com 20 anos de casa.

Outro fator é a perda de representatividade caso se confirme a indicação de dois homens para a cúpula do BC. Com a saída de Fernanda Guardado, se outra mulher não for nomeada, restaria apenas Carolina de Assis (Administração) entre os nove membros do colegiado da autoridade monetária em 2024.

Segundo a lei da autonomia da autoridade monetária, aprovada em 2021, cabe ao presidente da República a indicação dos nomes para a cúpula do BC. Posteriormente, os indicados passam por sabatina na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado Federal. Os escolhidos são, então, levados ao plenário para aprovação.

Com a indicação, o Banco Central passará a contar com quatro diretores designados por Lula entre os nove componentes do colegiado do BC. Os dois primeiros foram Gabriel Galípolo, diretor de Política Monetária e ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda, e Ailton Aquino que, hoje, chefia a área de Fiscalização.

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