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Fux pede manifestação da AGU sobre pedido para liberar bets

Ministro do STF deu prazo de 72 horas para governo se posicionar sobre ações que questionam medida provisória que proibiu apostas online no Brasil

Foto: Luiz Silveira/STF

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 72 horas para a Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestar sobre os pedidos apresentados pelo setor de apostas online para suspender a medida provisória que proibiu as bets no Brasil. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (2).

Fux é o relator dos processos que discutem a regulamentação das apostas e recebeu petições da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). As entidades querem derrubar os efeitos da medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de setembro.

A MP proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa, modalidade que inclui as apostas esportivas e os jogos online. As plataformas já estão impedidas de receber novas apostas.

Prazo para retirada de valores

Pelas regras estabelecidas na medida provisória, as empresas de apostas têm até 5 de outubro para pagar aos usuários os valores remanescentes em suas contas. A partir de 6 de outubro, os sites e aplicativos de bets deverão ser bloqueados.

O pedido das entidades do setor busca suspender a aplicação da MP e restabelecer as regras que estavam em vigor antes da medida. As associações argumentam que a proibição foi adotada de forma abrupta e questionam a validade da medida provisória.

As entidades também sustentam que o governo havia criado, em conjunto com o Congresso Nacional, um marco regulatório para o setor, aprovado em 2023, e que a mudança deveria seguir o processo legislativo.

Decisão de Fux

Antes de decidir sobre a suspensão da MP, Fux solicitou a manifestação da AGU. O órgão já havia pedido, em 28 de setembro, prazo de 72 horas para apresentar sua posição, alegando a necessidade de ouvir os órgãos envolvidos na regulamentação das apostas.

Além das ações apresentadas pelas associações de apostas, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) também pediu ao STF a suspensão da medida. A entidade afirma que suas associadas foram diretamente afetadas pela proibição imediata de publicidade, propaganda, marketing e patrocínios relacionados às bets.

Fux também já determinou, em outro processo relacionado ao setor, medidas para impedir que beneficiários de programas sociais utilizem recursos desses benefícios em apostas online.

A manifestação da AGU deverá ser analisada pelo ministro antes de uma eventual decisão sobre a validade da medida provisória e a continuidade da proibição das apostas online.

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