“Aleluia: O Canto Infinito do Tincoã” será exibido nesta quinta-feira (8), no Cinema do Museu, com presença da diretora Tenille Bezerra para bate-papo após a sessão

A mostra “Música para os olhos”, realizada em Salvador como parte do circuito internacional de documentários musicais In-Edit, chega ao fim nesta quinta-feira (8) com a exibição do filme “Aleluia: O Canto Infinito do Tincoã”, da diretora baiana Tenille Bezerra. A sessão acontece às 19h, no Cinema do Museu, no Corredor da Vitória, e será seguida de um bate-papo da cineasta com o público.
Os ingressos têm valor único de R$ 16 e podem ser adquiridos na bilheteria do cinema ou antecipadamente pela plataforma de vendas do Circuito de Cinema Saladearte.
O documentário acompanha o processo de composição do segundo disco de Mateus Aleluia e constrói um retrato do artista a partir de sua obra musical e de sua memória afetiva. O filme articula diferentes lugares e temporalidades para abordar a trajetória e o universo criativo do músico baiano.
A mostra “Música para os olhos” começou em 1º de setembro e reuniu, ao longo das últimas semanas, documentários musicais produzidos no Brasil, na Espanha e nos Estados Unidos. A iniciativa é realizada pelo Instituto Cervantes Salvador, em parceria com o Cinematógrafo e o Circuito de Cinema Saladearte.
Bahia no centro da programação
O encerramento com o filme sobre Mateus Aleluia também fecha o percurso da mostra com uma produção baiana. A programação foi aberta com “O Milagre do Candeal”, do cineasta espanhol Fernando Trueba, que acompanha o encontro entre o pianista cubano Bebo Valdés e o bairro do Candeal, em Salvador.
O filme aborda as transformações provocadas pela música, pela educação e pelas ações sociais lideradas por Carlinhos Brown na comunidade.
Para Camele Queiroz, do Cinematógrafo, a programação estabeleceu um percurso que relaciona música, história, política, memória e sociedade. “Vimos filmes que inspiraram descobertas fascinantes sobre as relações da música com a vida, a história, a política e a condição humana, e tudo em um arco muito bonito que começa e se encerra na Bahia”, afirma.
A seleção também incluiu produções sobre diferentes relações entre música, sociedade e criação. “La Marsellesa de los Borrachos” aborda canções populares ligadas à resistência espanhola durante a ditadura franquista. Já “El Canto de las Manos” acompanha três músicos surdos venezuelanos que interpretam, em língua de sinais, a ópera “Fidelio”, de Beethoven.
Também integram a seleção “Omega Wants to Dance”, que investiga a dança e o movimento como formas de expressão e consciência, e “Sun Ra – Do the Impossible”, dedicado à trajetória do músico norte-americano considerado uma das figuras importantes do jazz de vanguarda e do afrofuturismo.
Circuito internacional
Criado em Barcelona há mais de duas décadas, o In-Edit se expandiu para diferentes países e se consolidou como um festival dedicado ao cinema documental musical. Em Salvador, a mostra apresentou uma seleção de filmes relacionados ao circuito internacional e outras obras que dialogam diretamente com a música e com a memória cultural da Bahia.
Segundo David Ruiz López-Prisuelos, diretor do Instituto Cervantes Salvador, a proposta foi construir uma programação própria para a cidade, aproximando o público do festival sem reproduzir uma edição internacional.
“Construímos uma programação própria, que parte de uma seleção vinculada ao In-Edit e incorpora filmes profundamente relacionados à Bahia, à sua memória e à sua extraordinária riqueza musical”, afirma.
As sessões foram mediadas pelos curadores do Cinematógrafo, os cineastas Camele Queiroz e Fabricio Ramos.
Serviço
Música para os olhos – In-Edit Brasil em Salvador
Quando: 1º de setembro a 8 de outubro
Última sessão: quinta-feira (8), às 19h
Filme: “Aleluia: O Canto Infinito do Tincoã”
Onde: Saladearte Cinema do Museu, Avenida Sete de Setembro, 2.195, Corredor da Vitória, Salvador
Ingresso: R$ 16
Atração especial: bate-papo com a diretora Tenille Bezerra após a exibição



