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Festival de Lençóis encerra 27ª edição com música, cultura popular e ações ambientais

Evento reuniu cerca de 30 mil pessoas em três dias de programação gratuita na Chapada Diamantina e teve shows de Cidade Negra e Larissa Luz no encerramento

Foto: Estúdio Dudes

A cidade de Lençóis, na Chapada Diamantina, encerrou no domingo (6) a 27ª edição do Festival de Lençóis, que reuniu cerca de 30 mil pessoas ao longo de três dias. Com o conceito “Cante, Plante e Proteja”, o evento combinou música, manifestações da cultura popular, debates sobre ancestralidade e patrimônio e ações voltadas à preservação ambiental.

O encerramento aconteceu no Palco Lençóis, na Praça Horácio de Matos, com apresentações da Filarmônica Lyra Popular de Lençóis, Larissa Luz e Cidade Negra. A programação musical também contou, ao longo do festival, com nomes como Rachel Reis, Michel Teló, Banjo Novo e artistas da região.

Nesta edição, o Festival de Lençóis incorporou o Festival de Culturas Populares da Chapada Diamantina, ampliando o espaço destinado às tradições e expressões culturais do território. A programação incluiu samba de roda, reisado, marujada, capoeira, forró, teatro, performances e feira de artesanato, aproximando a música de discussões sobre identidade regional, patrimônio e sustentabilidade.

Outro destaque foi a realização de mesas de conversa no Mercado Cultural. Na sexta-feira (4), o encontro “Meio Ambiente e Patrimônio” reuniu o mestre em Ciências Ambientais Delmar Araújo e o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na Bahia, Hermano Queiroz, com mediação do jornalista James Martins.

No sábado (5), a discussão foi dedicada ao tema “Jarê Encantado, Ancestralidade e Patrimônio Cultural”, com a participação de Dona Maninha, do Quilombo do Remanso, Sandoval Amorim, Pedro Rangel e integrantes do Terreiro de Jarê Palácio de Ogum e Todos os Orixás. A mesa teve mediação da jornalista e pesquisadora Cleidiana Ramos. No último dia, o escritor Alexandre Coimbra conduziu a palestra “A importância de desacelerar a vida e conviver com a natureza”.

A preocupação ambiental também esteve presente em ações práticas do festival. Segundo Paula Resende, idealizadora e realizadora do evento, a edição deste ano contou com o plantio de espécies nativas da região. “Além de estar aqui usufruindo da beleza da Chapada Diamantina, a pessoa contribui com esta ação”, afirmou.

A identidade visual desta edição também buscou destacar a fauna, a flora e a arquitetura de Lençóis. Desenvolvida pela designer gráfica Maíra Vilas Boas, a proposta partiu de pesquisas sobre a natureza da Chapada e de conversas com guias turísticos da região. Elementos da arquitetura local, como os arcos do Mercado Cultural e formas presentes em janelas da cidade, também foram incorporados ao projeto.

Além da programação cultural, o festival teve impacto na economia do município. A organização estima que o evento tenha movimentado aproximadamente R$ 12 milhões em Lençóis, fortalecendo setores ligados ao turismo, comércio, serviços e economia criativa. A edição teve patrocínio da Bahiagás e do Banco do Nordeste (BNB), apoio da Prefeitura de Lençóis e realização da Pau Viola Cultura e Entretenimento.

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